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NOMEADOS OS ENVIADOS PARA ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO

NOMEADOS OS ENVIADOS PARA ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO

Cidade do Vaticano, 25 abr (RV)

- Por ocasião do encerramento do ano dedicado ao Apóstolo Paulo, que se fará de modo simultâneo em diversos "lugares paulinos", o papa nomeou sete cardeais como seus enviados especiais. Eis a lista dos cardeais indicados e as respectivas regiões onde representarão o Santo Padre: Terra Santa: Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Malta: Cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família. Chipre: Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Pontifício Conselho "da Justiça e da Paz".Turquia: Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religoso.Grécia: Cardeal Jozef Tomko, prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos.Síria: Cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri. E Líbano: Cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris. Para as celebrações de conclusão do Ano Jubilar convocado pelo papa para o VII centenário da devoção a Nossa Senhora da Europa, marcado para 5 de maio, em Gibraltar, foi nomeado o prefeito emérito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins. (CM)
Fonte: RV

O MARTÍRIO DE SÃO PAULO

BENTO XVI DEDICA CATEQUESE AO MARTÍRIO DE SÃO PAULO
Cidade do Vaticano, 04 fev (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã de hoje com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Sala Paulo VI, no Vaticano.Com a audiência de hoje sobre o martírio de São Paulo, o Papa encerrou a série de catequeses que durante este Ano Paulino ele dedicou à pessoa do Apóstolo dos Gentios.Escrevendo a seu amigo e colaborador Timóteo – disse o Papa – Paulo vislumbra o final de sua vida com essas palavras: “Eu estou a ponto de ser sacrificado e o momento da minha partida é iminente” (2 Tim 4, 6). O Apóstolo tinha já a consciência de que seu serviço ao Evangelho estava para se concluir através de sua morte cruenta, de seu martírio. E assim foi. Segundo vários estudos de fontes antigas, a condenação à morte do Apóstolo se verificou na época de Nero, entre os anos 64 e 68. Paulo foi decapitado no lugar conhecido como Tre fontane, Três fontes na cidade de Roma e, segundo essas mesmas tradições, seu sepulcro encontra-se na Via Ostiense, onde hoje se eleva a Basílica de São Paulo fora dos Muros.Todavia, – disse o Papa na sua catequese – para mais além dos fatos que determinaram sua morte, São Paulo deixou uma profunda marca na tradição da Igreja e uma extraordinária herança de ensinamentos cristãos. Na atualidade, como em todas as épocas – concluiu o Santo Padre -, encontramos mestres e teólogos, santos e fundadores, que beberam e bem de seus escritos e de seu exemplo. (SP)

Fonte: RV

SÃO PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

NO ANGELUS, PAPA INDICA S. PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

Cidade do Vaticano, 25 jan (RV)

- Neste domingo, festa da Conversão de São Paulo, Bento XVI rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro.Nas palavras que precederam a oração mariana, o papa explicou que algumas pessoas preferem não usar o termo "conversão", porque – dizem eles – Paulo já era um fiel fervoroso e, por isso, não passou dos ídolos a Deus nem teve que abandonar a fé judaica para aderir a Cristo. Na realidade, disse Bento XVI, a experiência do Apóstolo pode ser o modelo de toda autêntica conversão cristã, pois foi amadurecida no encontro com Cristo ressuscitado. "Este encontro mudou radicalmente a sua existência. No caminho de Damasco, aconteceu o que Jesus pede no Evangelho de hoje: Saulo se converteu porque, graças à luz divina, 'acreditou no Evangelho'. Nisso consiste a conversão de Paulo e também a nossa conversão: acreditar em Jesus morto e ressuscitado e abrir-se à iluminação da sua graça divina."Naquele momento, explicou Bento XVI, Saulo compreendeu que a sua salvação não dependia das obras boas realizadas segundo a lei, mas do fato de que Jesus tinha morrido também por ele – o perseguidor – e tinha ressuscitado.Esta verdade, disse o papa, altera completamente o nosso modo de viver. Para cada um de nós, converter-se significa acreditar que Jesus "se entregou a si mesmo por mim", morrendo sobre a cruz e, ressuscitado, vive comigo e em mim.Confiando-me à potência do seu perdão, dando as mãos a Ele, posso sair das areias movediças do orgulho e do pecado, da mentira e da tristeza, do egoísmo e de toda falsa segurança, para conhecer e viver a riqueza do seu amor. Então o papa concluiu: "Caros amigos, o convite à conversão ressoa hoje, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, particularmente importante também no plano ecumênico. O apóstolo nos indica a atitude espiritual adequada para poder progredir na via da comunhão. Na carta aos filipenses, escreve que não alcançou a meta e nem mesmo a perfeição, mas que se esforça para conquistá-las, pois foi conquistado por Jesus Cristo".Nós cristãos, afirmou o papa, não alcançamos a meta da plena unidade, mas se nos deixarmos converter continuamente pelo Senhor Jesus, certamente a alcançaremos.

Fonte: RV

QUE OS CRISTÃOS TOMEM MAIS CONCIÊNCIA DO MITÉRIO DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO

Neste Ano Paulino, os cristãos tomem mais consciência do mistério da Igreja como Corpo de Cristo, animado pelo Espírito: votos do Papa, recebendo uma delegação ecuménica da Finlândia

(19/1/2009) Recebendo nesta segunda-feira uma delegação ecumênica da Finlândia, vinda a Roma por ocasião da festa do seu padroeiro, Santo Henrique, Bento XVI considerou que “estas peregrinações são uma ocasião para partilhar oração, reflexão e diálogo no serviço da nossa busca da plena comunhão”.A dez anos da “Declaração Conjunta sobre a Justificação”, subscrita pela Igreja Católica e pela Igreja Luterana, a Comissão de Diálogo Luterana Católica da Suécia e Finlândia continua ainda a examinar aquele documento, estudando as suas implicações e a possibilidade da sua recepção. Bento XVI registrou com interesse o fato de este diálogo, sobre o tema da “Justificação na vida da Igreja” ser uma oportunidade para “tomar completamente em consideração a natureza da Igreja como sinal e instrumento de salvação realizada em Jesus Cristo e não uma mera assembléia de crentes ou uma instituição com variadas funções”. Evocando o Ano Paulino em curso, o Papa sublinhou que “a vida e os ensinamentos (de Paulo) estão incansavelmente empenhados em ordem à unidade da Igreja”. O Apóstolo “recorda-nos a maravilhosa graça que recebemos ao tornarmo-nos membros do corpo de Cristo através do batismo”.“A Igreja é o Corpo místico de Cristo, e é continuamente guiada pelo Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho. Só tomando como base esta realidade da encarnação se pode compreender o caráter sacramental da Igreja como comunhão em Cristo”. “Um consenso sobre as implicações cristológicas e pneumatológicas do mistério de Cristo – sublinhou o Papa - forneceria uma prometedora base para o trabalho da Comissão” (de diálogo luterano católico na Finlândia). “É minha fervorosa esperança que a vossa visita a Roma fortaleça as relações ecumênicas entre Luteranos e Católicos na Finlândia, que tão positivas foram ao longo de muitos anos”.

Fonte: RV

"CRISTO É O INÍCIO DE UMA NOVA HISTÓRIA PARA O HOMEM"

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: "CRISTO É O INÍCIO DE UMA NOVA HISTÓRIA PARA O HOMEM"

Cidade do Vaticano, 10 dez (RV)
- Bento XVI se reuniu com os fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para a Audiência Geral desta quarta-feira. Bento XVI dedicou a sua catequese ao ensinamento de S. Paulo sobre a novidade trazida por Jesus na história do homem, portanto, sobre o significado profundo do Batismo e da Eucaristia e da Igreja como Corpo místico, tema central da doutrina paulina.O papa recordou que o abuso da liberdade, que vai contra a verdade e a vontade divina, polui as realidades humanas e, em especial, nossas relações fundamentais, ou seja, a relação com Deus, a relação entre o homem e a mulher, e a relação do homem com a natureza. Esta poluição, disse o papa, é superada por Jesus Cristo. Com Ele, como nos ensina S. Paulo, a história do homem tem um novo início: "Com Cristo começa uma nova história, formada pelo seu 'sim' ao Pai, formada não pela soberbia de uma falsa emancipação, mas pelo amor e pela verdade".Mas como Jesus chega na minha vida, como Ele a transforma? A resposta fundamental de S. Paulo é através do Espírito Santo, que em Pentecostes criou a nova humanidade. O Espírito, que cria realmente uma nova unidade, supera as divisões utilizando dois elementos: o anúncio da Palavra e os Sacramentos, em especial o Batismo e a Eucaristia. O pontífice então reiterou que a fé não é fruto do nosso pensamento, mas um dom de Deus: "A fé não vem da leitura, mas da escuta. Não é algo somente interior, mas uma relação, supõe um encontro, supõe a existência do outro que anuncia e cria comunhão".Ninguém pode se tornar cristão por si só. Somente Cristo pode constituir a Igreja. E da Igreja recebemos a fé: "Tornar-se cristão é mais do que um operação cósmica, que acrescentaria algo de belo a uma existência já em parte completa. É um novo início, é um renascimento, é morte e ressurreição". Sobre a Eucaristia em São Paulo, Bento XVI afirmou que a promessa da Nova Aliança se realiza no sacrifício do amor de Jesus. Mas qual então é o significado profundo da Eucaristia? O papa respondeu: "Celebrar a Eucaristia significa que Cristo nos doa a si mesmo, doa o seu amor para nos conformar a Ele e, assim, criar um novo mundo".Cristo, acrescentou Bento XVI, se une com cada um de nós, mas também com quem está perto de mim e, assim, une todos nós a Ele. É por este motivo que uma Eucaristia sem solidariedade com os outros é uma Eucaristia abusada. Desta consideração, finalizou o papa, podemos entender o sentido da doutrina paulina da Igreja como Corpo: "A Igreja não é somente uma corporação, como o Estado. É um corpo, não é organização, mas é um organismo".Após a catequese, o papa saudou os peregrinos em várias línguas. Eis a saudação de em português: "Amados peregrinos de língua portuguesa, as minhas boas-vindas a todos, com uma saudação deferente e amiga aos Presidentes das Câmaras e respectivos munícipes do Alto Tâmega. Imploro as bênçãos de Deus sobre os respectivos compromissos institucionais para que, inspirados pela solidariedade cristã, possam servir e promover o bem comum da sociedade. Com estes votos e a certeza da minha oração pelas intenções que vos trouxeram a Roma, vos abençoo a vós, aos vossos familiares e comunidades cristãs".

Fonte:RV