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S.S. PAPA BENTO XVI PRESIDE ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO


SANTO PADRE PRESIDE CELEBRAÇÃO DE ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO


Cidade do Vaticano, 28 jun (RV)
- O Santo Padre presidiu, na tarde deste domingo, a celebração das primeiras vésperas da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo e encerramento do Ano Paulino, na Basílica de São Paulo "Fora dos Muros".A seguir a homilia do Santo Padre com a tradução livre de Mariângela Jaguraba.Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,Ilustres membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico,Queridos irmãos e irmãs,a todos vocês a minha cordial saudação. Em particular, saúdo o arcipreste desta Basílica e os seus colaboradores, saúdo o abade e a comunidade beneditina, saúdo também a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. Estamos aqui junto ao sepulcro do Apóstolo, cujo sarcófago, conservado sob o altar papal, foi submetido a uma atenciosa análise científica: no sarcófago, que nunca foi aberto em vários séculos, foi feita uma pequena abertura para introduzir uma sonda especial, e por meio dela foram identificadas partículas de um preciso tecido de linho colorido de púrpura revestido de ouro, e de um tecido azul com filamentos de linho. Foi também encontrado grãos de incenso vermelho, substâncias protéicas e calcárias. Além disso, pequenos fragmentos ósseos, submetidos por especialistas ao exame do carbono 14, resultam ser de uma pessoa que viveu entre o I e o II século. Isso parece confirmar a unânime e incontrastável tradição que se trate dos restos mortais do Apóstolo Paulo. Tudo isso enche a nossa alma de profunda emoção.Muitas pessoas, durantes estes messes, seguiram os caminhos do Apóstolo, tanto exteriores quanto interiores, que ele percorreu durante a sua vida: o caminho de Damasco rumo ao encontro com o Ressuscitado; os caminhos no mundo mediterrâneo que ele atravessou com a chama do Evangelho, encontrando oposição e adesão, até o martírio, pelo qual pertenceu para sempre à Igreja de Roma. A ela enviou também a sua Carta maior e mais importante. O Ano Paulino se conclui, mas estar a caminho junto com Paulo, com ele e graças a ele conhecer Jesus e, como ele, sermos iluminados e transformados pelo Evangelho, isto fará sempre parte da vida cristã. E sempre, indo além do ambiente dos fiéis, ele permaneceu o "mestre dos gentios", que deseja levar a mensagem do ressuscitado a todos os homens, porque Cristo os conheceu e os amou; morreu e ressuscitou por todos eles. Queremos então ouvi-lo também neste momento em que iniciamos a festa dos dois Apóstolos que fortemente se uniram. Faz parte da estrutura das Cartas de Paulo, sempre em referência ao lugar e à situação particular, explicar o mistério de Cristo, nos ensinar a fé. Numa segunda parte, está a aplicação prática para a nossa vida: o que diz a respeito de nossa fé? Como ela plasma o nosso dia-a-dia? Na Carta aos Romanos, esta segunda parte começa com o 12° capítulo, nos primeiros dois versículos onde o Apóstolo resume logo o núcleo essencial da existência cristã. O que nos diz São Paulo naquela mensagem? Sobretudo ressalta como fundamental que Cristo iniciou um novo modo de venerar Deus, um novo culto. Isso consiste no fato que o homem vivo se tornou ele mesmo adoração, "sacrifício" em seu próprio corpo. Não são mais coisas que serão oferecidas a Deus. Será a nossa própria existência que deverá se tornar louvor a Deus. Mas como isso acontece? No segundo versículo nos é dada a resposta: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus..." (12, 2). As duas palavras decisivas deste versículo são: "transformar" e "renovar". Devemos nos tornar homens novos, transformados numa nova maneira de viver. O mundo está sempre em busca de novidade porque está sempre infeliz com a realidade concreta. Paulo nos diz: o mundo não pode ser renovado sem homens novos. Somente se existirem homens novos, existirá também um mundo novo, um mundo renovado e melhor. No início está a renovação do homem. Isto vale para cada um. Somente se nós tornarmos novos, o mundo se tornará novo. Isso significa também que não basta adaptar-se à situação atual. O Apóstolo nos exorta a um não-conformismo. Em nossa Carta se diz: não submeter-se ao esquema do mundo atual. Voltaremos neste ponto refletindo sobre o segundo texto que hoje meditarei com vocês. O não do Apóstolo é claro e também convincente para qualquer um que observa o esquema de nosso mundo. Mas como é possível tornarmo-nos novos? Somos realmente capazes? Em relação ao tornar-se novos, Paulo se refere à própria conversão: ao seu encontro com Cristo ressuscitado, encontro que a Segunda Carta aos Coríntios diz: "Se alguém está em Cristo, é criatura nova; o que era antigo passou, agora tudo é novo" (5, 17). Era tão inquietador este encontro com Cristo que ele diz a respeito: "Eu morri" (Gl 2, 19; cfr. Rm 6). Ele se tornou novo, se tornou outro, porque não vive mais para si mesmo e em razão de si mesmo, mas para Cristo e em Cristo. Durante os anos, porém, ele viu também que este processo de renovação e de transformação continua a vida inteira. Tornamo-nos novos, se nos deixamos levar e sermos plasmados pelo Homem novo, Jesus Cristo. Ele é o Homem novo por excelência. Nele a nova existência humana se torna realidade, e podemos realmente nos tornar novos se nos entregarmos às suas mãos e por Ele nos deixarmos plasmar. Paulo torna ainda mais claro este processo de "refundição" dizendo que nos tornamos novos se transformamos o nosso modo de pensar. O que aqui foi traduzido como "modo de pensar", é o termo grego "nous". É uma palavra complexa. Pode ser traduzida como "espírito", "sentimento", "razão" e também como "modo de pensar". A nossa razão deve se tornar nova. Isto nos surpreende. Talvez esperávamos que se referisse a algum comportamento: aquilo que devemos mudar em nossas ações. Mas não: a renovação deve ir até o fundo. A nossa maneira de ver o mundo, de compreender a realidade, todo o nosso pensar deve mudar a partir de seu fundamento. O pensamento do homem velho, a maneira de pensar comum é dirigida em geral rumo ao possesso, o bem-estar, a influência, o sucesso, a fama e assim por diante. Mas este modo tem uma capacidade muito limitada e em última análise, permanece o próprio "eu" o centro do mundo. Devemos aprender a pensar de maneira mais profunda. O que isso significa, diz São Paulo na segunda parte da frase: precisamos aprender a conhecer a vontade de Deus, para que Ele plasme a nossa vontade, a fim de que nós possamos querer aquilo que Deus quer, pois reconhecemos que o que Deus quer é bonito e bom. Trata-se então de uma mudança em nossa orientação espiritual. Deus deve entrar no horizonte de nosso pensamento: o que Ele quer e a maneira como Ele pensou o mundo e eu. Devemos aprender a participar da maneira de pensar e de querer de Jesus Cristo. É assim que seremos homens novos de onde emerge um mundo novo. O mesmo pensamento de uma necessária renovação de nosso ser pessoa humana, Paulo ilustrou em dois versículos da Carta aos Efésios, que refletiremos brevemente a seguir. No quarto capítulo da Carta o Apóstolo nos disse que com Cristo devemos chegar à idade adulta, uma humanidade amadurecida. Não podemos mais "permanecer como crianças, entregues ao sabor das ondas e levados por todo vento de doutrina... (4, 14). Paulo deseja que os cristãos tenham uma fé "responsável", uma "fé adulta". A palavra "fé adulta" nos últimos dez anos se tornou um slogan difundido. É entendida muitas vezes como comportamento de quem não dá mais ouvido à Igreja e aos seus Pastores, mas escolhe autonomamente aquilo que quer ou não acreditar, uma fé "feita por si mesma". A expressão é apresentada como "coragem" de se expressar contra o Magistério da Igreja. Na realidade não precisa ter coragem para isso e contar com o aplauso do público. É preciso ter coragem para aderir à fé da Igreja, mesmo se essa contradiz o esquema do mundo contemporâneo. É este não-conformismo da fé que Paulo chama de "fé adulta". Qualifica-se de infantil o correr atrás de ventos e de correntes do tempo. Faz parte da fé adulta, por exemplo, lutar contra a violação da vida humana desde o primeiro momento, se opondo com isso radicalmente ao princípio da violência, e se colocando em defesa das criaturas humanas mais vulneráveis. Faz parte da fé adulta reconhecer o matrimônio entre um homem e uma mulher por toda a vida como norma do Criador, restabelecida novamente por Cristo. A fé adulta não se deixa levar de lá para cá por qualquer corrente. Ela se opõe aos ventos da moda. Sabe que estes ventos não são o sopro do Espírito Santo; sabe que o Espírito Santo de Deus se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus Cristo. Todavia, também aqui Paulo não se detém na negação, mas nos conduz ao grande "sim". Descreve a fé amadurecida, realmente adulta de maneira positiva com a expressão: "vivendo segundo a verdade, no amor" (cfr. Ef 4, 15). O novo modo de pensar, a nós doado pela fé, se dirige primeiramente rumo á verdade. O poder do mal é a mentira. O poder da fé, o poder de Deus é a verdade. A verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos se torna visível quando olhamos para Deus. E Deus se torna visível para nós em Jesus Cristo. Olhamos Cristo e reconhecemos uma coisa ulterior: verdade e amor são inseparáveis. Em Deus ambas são uma coisa só: é essa a essência de Deus. Por isso, para os cristãos, verdade e caridade caminham juntas. A caridade é a prova da verdade. Sempre de novo devemos ser medidos segundo este critério, que a verdade se torne caridade e a caridade nos torne verdadeiros.Ainda outro pensamento importante aparece no versículo de São Paulo. O Apóstolo nos diz que, agindo segundo a verdade na caridade, nós ajudamos a fazer que todo o universo cresça em Cristo. Paulo, baseando-se em sua fé, não se interessa somente por nossa pessoal retidão e não simplesmente pelo crescimento da Igreja. Ele se interessa pelo universo: ta pánta. O objetivo da obra de Cristo é o universo, a transformação do universo, de todo o mundo humano, de toda a criação. A pessoa que junto com Cristo serve a verdade na caridade contribui ao verdadeiro progresso do mundo. Sim, é claro que Paulo conhece a idéia de progresso. Cristo, o seu viver, sofrer e ressurgir foram o verdadeiro grande salto de progresso para a humanidade, para o mundo. Agora, porém, o universo deve crescer em virtude Dele. Onde aumenta a presença de Cristo, lá está o verdadeiro progresso do mundo. Lá o homem se torna novo e assim se torna novo o mundo. A mesma coisa Paulo evidencia ainda a partir de outro ângulo. No terceiro capítulo da Carta aos Efésios ele nos fala da necessidade de que "sejais robustecidos, por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior" (3, 15). Com isso responde um tema que antes, numa situação de tribulação, tinha tratado na Segunda Carta aos Coríntios: "Mesmo se o nosso físico vai se arruinando, o nosso interior, pelo contrário, vai-se renovando a cada dia" (4, 16). O homem interior deve se reforçar é um imperativo muito apropriado para o nosso tempo em que os homens muitas vezes permanecem interiormente vazios e, portanto, devem se agarrar em promessas e narcóticos, que depois tem como conseqüência um maior aumento do vazio em seu interior. O vazio interior, a fraqueza do homem interior, é um dos grandes problemas de nosso tempo. Deve ser reforçada a interioridade, a perceptividade do coração; a capacidade de ver e compreender o mundo e o homem a partir de dentro, com o coração. Nós precisamos de uma razão iluminada pelo coração, para aprender a agir segundo a verdade na caridade. Isto, todavia, não se realiza sem uma íntima relação com Deus, sem a vida de oração. Precisamos do encontro com Deus, que nos é dado nos Sacramentos. E não podemos falar com Deus na oração, se não deixarmos que Ele fale primeiro, se não o ouvimos em sua palavra, que Ele nos doou. Paulo, em relação a isso, diz "Que Cristo habite pela fé em vossos corações e que sejais arraigados e bem firmes no amor. Assim tereis condições de compreender, com todos os santos, qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede a todo conhecimento" (Ef 3, 17ss). O amor enxerga além da simples razão, é o que Paulo nos disse com estas palavras. E nos disse ainda que somente na comunhão com todos os santos, ou seja, na grande comunidade de todos os fiéis, e não contra ou sem ela, podemos conhecer a grandeza do mistério de Cristo. Esta grandeza, ele circunscreve com palavras que queremos expressar nas dimensões do cosmo: amplidão, largura, altura e profundidade. O mistério de Cristo tem uma grandeza cósmica: Ele não pertence somente a um determinado grupo. O Cristo crucificado abraça todo o universo em todas as suas dimensões. Ele toma o mundo em suas mãos e o leva no alto, a Deus. Começando por Santo Irineu de Lião, no final do II século, os Santos Padres viram nas palavras, grandeza, largura, altura e profundidade do amor de Cristo uma alusão à Cruz. O amor de Cristo abraçou na Cruz a profundidade mais baixa, a noite da morte, a altura suprema, a grandeza do próprio Deus. E tomou em seus braços a amplidão e a vastidão da humanidade e do mundo em todas as suas distâncias. Sempre Ele abraça o universo, todos nós.Rezemos ao Senhor para que nos ajude a reconhecer algo da grandeza de seu amor. Rezemos para que o seu amor e a sua verdade toquem o nosso coração. Peçamos que Cristo habite em nossos corações e nos torne homens novos, que ajam segundo a verdade na caridade. Amém!

Fonte: RV

SÃO PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

NO ANGELUS, PAPA INDICA S. PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

Cidade do Vaticano, 25 jan (RV)

- Neste domingo, festa da Conversão de São Paulo, Bento XVI rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro.Nas palavras que precederam a oração mariana, o papa explicou que algumas pessoas preferem não usar o termo "conversão", porque – dizem eles – Paulo já era um fiel fervoroso e, por isso, não passou dos ídolos a Deus nem teve que abandonar a fé judaica para aderir a Cristo. Na realidade, disse Bento XVI, a experiência do Apóstolo pode ser o modelo de toda autêntica conversão cristã, pois foi amadurecida no encontro com Cristo ressuscitado. "Este encontro mudou radicalmente a sua existência. No caminho de Damasco, aconteceu o que Jesus pede no Evangelho de hoje: Saulo se converteu porque, graças à luz divina, 'acreditou no Evangelho'. Nisso consiste a conversão de Paulo e também a nossa conversão: acreditar em Jesus morto e ressuscitado e abrir-se à iluminação da sua graça divina."Naquele momento, explicou Bento XVI, Saulo compreendeu que a sua salvação não dependia das obras boas realizadas segundo a lei, mas do fato de que Jesus tinha morrido também por ele – o perseguidor – e tinha ressuscitado.Esta verdade, disse o papa, altera completamente o nosso modo de viver. Para cada um de nós, converter-se significa acreditar que Jesus "se entregou a si mesmo por mim", morrendo sobre a cruz e, ressuscitado, vive comigo e em mim.Confiando-me à potência do seu perdão, dando as mãos a Ele, posso sair das areias movediças do orgulho e do pecado, da mentira e da tristeza, do egoísmo e de toda falsa segurança, para conhecer e viver a riqueza do seu amor. Então o papa concluiu: "Caros amigos, o convite à conversão ressoa hoje, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, particularmente importante também no plano ecumênico. O apóstolo nos indica a atitude espiritual adequada para poder progredir na via da comunhão. Na carta aos filipenses, escreve que não alcançou a meta e nem mesmo a perfeição, mas que se esforça para conquistá-las, pois foi conquistado por Jesus Cristo".Nós cristãos, afirmou o papa, não alcançamos a meta da plena unidade, mas se nos deixarmos converter continuamente pelo Senhor Jesus, certamente a alcançaremos.

Fonte: RV

QUE OS CRISTÃOS TOMEM MAIS CONCIÊNCIA DO MITÉRIO DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO

Neste Ano Paulino, os cristãos tomem mais consciência do mistério da Igreja como Corpo de Cristo, animado pelo Espírito: votos do Papa, recebendo uma delegação ecuménica da Finlândia

(19/1/2009) Recebendo nesta segunda-feira uma delegação ecumênica da Finlândia, vinda a Roma por ocasião da festa do seu padroeiro, Santo Henrique, Bento XVI considerou que “estas peregrinações são uma ocasião para partilhar oração, reflexão e diálogo no serviço da nossa busca da plena comunhão”.A dez anos da “Declaração Conjunta sobre a Justificação”, subscrita pela Igreja Católica e pela Igreja Luterana, a Comissão de Diálogo Luterana Católica da Suécia e Finlândia continua ainda a examinar aquele documento, estudando as suas implicações e a possibilidade da sua recepção. Bento XVI registrou com interesse o fato de este diálogo, sobre o tema da “Justificação na vida da Igreja” ser uma oportunidade para “tomar completamente em consideração a natureza da Igreja como sinal e instrumento de salvação realizada em Jesus Cristo e não uma mera assembléia de crentes ou uma instituição com variadas funções”. Evocando o Ano Paulino em curso, o Papa sublinhou que “a vida e os ensinamentos (de Paulo) estão incansavelmente empenhados em ordem à unidade da Igreja”. O Apóstolo “recorda-nos a maravilhosa graça que recebemos ao tornarmo-nos membros do corpo de Cristo através do batismo”.“A Igreja é o Corpo místico de Cristo, e é continuamente guiada pelo Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho. Só tomando como base esta realidade da encarnação se pode compreender o caráter sacramental da Igreja como comunhão em Cristo”. “Um consenso sobre as implicações cristológicas e pneumatológicas do mistério de Cristo – sublinhou o Papa - forneceria uma prometedora base para o trabalho da Comissão” (de diálogo luterano católico na Finlândia). “É minha fervorosa esperança que a vossa visita a Roma fortaleça as relações ecumênicas entre Luteranos e Católicos na Finlândia, que tão positivas foram ao longo de muitos anos”.

Fonte: RV

BENTO XVI FALA A RESPEITO DO APÓSTOLO PAULO PARA OS NOVOS BISPOS

PAPA CITA SÃO PAULO COMO EXEMPLO AOS NOVOS BISPOS
Cidade do Vaticano, 22 set (RV)
- O papa recebeu esta manhã os participantes do Curso para novos Bispos, promovido pelas Congregações para os Bispos e para as Igrejas orientais. A ocasião deste Seminário deve ser uma experiência de colegialidade – disse o papa aos bispos recém-nomeados, em seu discurso:“Esta colegialidade, fundada na ordenação episcopal e na comunhão hierárquica, toca a profundidade do ser de todo Bispo, e pertence à estrutura da Igreja desejada por Jesus Cristo. Esta experiência de fraternidade, oração e de estudo, ao lado da Sé de Pedro, deve alimentar o sentimento de comunhão com o papa e seus irmãos, e abrir-lhes à solicitude para com toda a Igreja”.Em seguida o papa recordou aos bispos que este encontro se realiza no Ano Paulino e na véspera da 12ª Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus: dois momentos significativos da vida eclesial, que ajudam a evidenciar alguns aspectos da espiritualidade e da missão do bispo. “Paulo é um mestre e um modelo, sobretudo para os bispos. São Gregório Magno o define ‘o maior de todos os pastores’. O exemplo do grande Apóstolo nos chama a crescer a cada dia na santidade da vida”. O primeiro compromisso espiritual e apostólico do bispo deve ser justamente progredir no caminho da perfeição evangélica através da Palavra de Deus. A exortação apostólica "Pastores gregis" recorda que ‘o bispo, antes de ser transmissor da Palavra... deve ser ouvinte da Palavra’. Por isso, o papa os convida a confiarem-se, todos os dias, à Palavra de Deus, para serem mestres da fé e autênticos educadores de seus fiéis. Prosseguindo seu discurso aos bispos, o papa recordou que com a consagração episcopal e com a missão canônica, lhes foi confiado o serviço pastoral, ou seja, a condução dos assuntos cotidianos de suas dioceses. Citando São Paulo, quando se dirigiu a Timóteo, Bento XVI indicou o caminho para serem bons pastores: “Prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, ameaça, exorta, mas sempre com paciência... sê vigilante” (2 Tm 4,2.5). Bento XVI orientou os bispos no sentido de que “este será o modo mais adequado para exercer em plenitude a paternidade própria do bispo em relação aos fiéis. E de modo especial, para cuidar dos sacerdotes, primeiros e insubstituíveis colaboradores no ministério, e dos jovens”. “Fiquem ao lado dos sacerdotes; não poupem esforços para colocar na prática todas as iniciativas, incluindo a concreta comunhão de vida indicada no Concílio Vaticano II. Tentem promover a verdadeira fraternidade sacerdotal que contribui para vencer o isolamento e a solidão, favorecendo a ajuda recíproca”.Em seguida o pontífice evidenciou a importância dos jovens, citando o recente Dia Mundial da Juventude, em Sydney e a participação de tantos jovens fascinados pelo Evangelho e disponíveis ao engajamento na Igreja. Naturalmente, o papa pediu aos bispos uma particular solicitude aos seminaristas, pois o Seminário ‘é o coração da diocese’. Bento XVI concluiu o discurso com palavras de São Paulo: “Sê tu um exemplo para os fiéis: na palavra, no procedimento, na caridade, na fé, na castidade”. (CM)

Fonte: RV

SÃO PAULO, "APÓSTOLO DOS GENTIOS", INDICADO COMO MODELO PARA NOVOS BISPOS


PAPA INDICA A NOVOS BISPOS, SÃO PAULO, "APÓSTOLO DOS GENTIOS", COMO MODELO PARA A SUA ATUAÇÃO



Cidade do Vaticano, 20 set (RV)
- No curso da manhã deste sábado, o Santo Padre recebeu em audiência, na Sala dos Suíços, da residência apostólica de Castel Gandolfo, os bispos de recente nomeação, que se encontram em Roma nestes dias, participando de um curso de atualização promovido pela Congregação para a Evangelização dos Povos.É São Paulo, o "grande apóstolo dos gentios" e o "arauto de Jesus Cristo" _ indicou o papa, falando a seus hóspedes _ que os bispos devem ter como modelo, em particular no curso deste Ano Paulino que a Igreja celebra, com a intenção de "aprofundar o conhecimento de seu espírito missionário e de sua personalidade carismática"."Ele é o nosso mestre _ sublinhou o pontífice _ e dele devemos aprender a olhar com simpatia, os povos aos quais somos enviados.""Dele devemos também aprender a buscar em Cristo, a luz e a graça de anunciar hoje a Boa Nova; devemos tomá-lo como exemplo _ sublinhou _ para sermos incansáveis no percorrer as veredas humanas e geográficas do mundo atual, levando Cristo àqueles que já Lhe abriram seus corações, assim como àqueles que ainda não O conhecem."Bento XVI reconheceu que esse é um trabalho pastoral muito amplo, além de extremamente difícil e complexo, muitas vezes desempenhado em dioceses "muito extensas e, não raramente, carentes de estradas e de meios de comunicação". Todavia _ sublinhou _ neste contexto, há um perigo ainda mais iminente..."Sobre as vossas sociedades, como sobre tantas outras _ advertiu o papa _ se abate, com sempre maior violência, o vento da descristianização, da indiferença religiosa, da secularização e da relativização dos valores. Isso cria um ambiente diante do qual as armas da pregação podem parecer _ como no caso de Paulo em Atenas _ carentes da força necessária."Em muitas regiões, os católicos são minoria e, às vezes, minoria exígua, o que _ observou o Santo Padre _ faz com que os bispos devam confrontar-se "com outras religiões bem mais fortes e nem sempre acolhedoras" em relação aos católicos. O papa exortou os bispos a não temerem e a não se deixarem levar pelo desânimo. Convidou-os a se inspirarem em São Paulo" que muito sofreu pelas mesmas causas.Um sofrimento _ sublinhou _ que faz parte da cruz que os cristãos carregam a cada dia, porque "a evangelização e seu sucesso" passam através da cruz e através do próprio sofrimento. (AF)
Fonte: RV

BENTO XVI FALA SOBRE SÃO PAULO


AUDIÊNCIA GERAL: PAPA CONDENA VIOLÊNCIAS CONTRA CRISTÃOS NA ÍNDIA E FALA SOBRE SÃO PAULO

Cidade do Vaticano,
- Bento XVI deixou na manhã de hoje a residência Apostólica de Castel Gandolfo para retornar ao Vaticano para o encontro com os fiéis na tradicional audiência geral na Sala Paulo VI.
Depois de um período de descanso na diocese de Bolzano-Bressanone, nordeste da Itália, o pontífice realizou duas audiências gerais, nos dias 13 e 20 do corrente, na Residência Apostólica de Castel Gandolfo.
A última audiência geral realizada no Vaticano foi no dia 2 de julho último.
Na audiência de hoje o Papa retomou as catequeses paulinas, detendo-se sobre alguns pontos da biografia de São Paulo, e fez um apelo pela situação na Índia.Sobre os últimos acontecimentos naquele país o Papa disse que recebeu com profunda tristeza as notícias sobre as violências contra as comunidades cristãs no Estado indiano de Orissa, iniciadas após o deplorável assassinato do líder hindú Swami Lakshmananda Saraswati.
Até agora – disse o Santo Padre – algumas pessoas foram assassinadas e outras ficaram feridas. Ao mesmo tempo foram destruídos centros de culto, propriedades da Igreja e habitações privadas.“Enquanto condeno com firmeza todo tipo de ataque à vida humana, cuja sacralidade exige o respeito de todos, - disse o Papa - exprimo espiritual proximidade e solidariedade aos irmãos e às irmãs na fé tão duramente provados.
Peço ao Senhor que os acompanhe e os sustente neste tempo de sofrimento e que conceda a eles a força para continuarem no serviço de amor em favor de todos”. Enfim o Santo Padre convidou os líderes religiosos e as autoridades civis a trabalharem juntos a fim de restabelecer entre os membros das várias comunidades a convivência pacífica e a harmonia que sempre foram o sinal distintivo da sociedade indiana.
Momentos antes durante a catequese o Papa recordou a figura de São Paulo, o Apóstolo que nasceu em Tarso na Cilícia. Hebreu da diáspora, falava grego, apesar de ter um nome de origem latina, e tinha cidadania romana.
Talvez aprendeu de seu pai a tecer a lã para fabricar tendas de campanha, disse o Papa. Transferiu-se para Jerusalém com cerca de 12 anos, foi formado pelo Rabino Gamaliel, o Velho, nas rígidas normas do farisaísmo, mostrando um grande zelo pela Lei Mosaica, o que o levou a perseguir os cristãos.
“A sua vida experimentou uma grande mudança na estrada de Damasco, - continuou Bento XVI - chegando a ser um apóstolo incansável do Evangelho. Realizou três viagens missionárias: a primeira com Barnabé; a segunda escolheu como companheiros Silas e Timóteo.
Durante a terceira viagem Paulo foi preso em Jerusalém pelos judeus por causa de um mal-entendido”.
Após permanecer um tempo na prisão, o Procurador Porcio Festo, intercedeu junto a César e o enviou a Roma, onde passou dois anos numa casa custodiado por um soldado.Tradições sucessivas – disse ainda o Papa - falam que Paulo foi libertado e pôde realizar uma viagem a Espanha e outra ao Oriente.
Outras tradições assinalam que foi preso uma segunda vez, terminando os seus dias martirizado. Que o exemplo do Apóstolo - concluiu Bento XVI - nos sirva de estímulo constante para o nosso compromisso eclesial.Após a conclusão da audiência geral o Papa retornou de helicóptero a Castel Gandolfo. (SP)
Fonte: RV