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Site ofícial: Anno Paolino - Basilica Papale San Paolo Fuori Le Mura, em quatro línguas, poderá ser encontrado tudo sobre o ANO PAULINO.
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S.S. PAPA BENTO XVI PRESIDE ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO


SANTO PADRE PRESIDE CELEBRAÇÃO DE ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO


Cidade do Vaticano, 28 jun (RV)
- O Santo Padre presidiu, na tarde deste domingo, a celebração das primeiras vésperas da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo e encerramento do Ano Paulino, na Basílica de São Paulo "Fora dos Muros".A seguir a homilia do Santo Padre com a tradução livre de Mariângela Jaguraba.Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,Ilustres membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico,Queridos irmãos e irmãs,a todos vocês a minha cordial saudação. Em particular, saúdo o arcipreste desta Basílica e os seus colaboradores, saúdo o abade e a comunidade beneditina, saúdo também a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. Estamos aqui junto ao sepulcro do Apóstolo, cujo sarcófago, conservado sob o altar papal, foi submetido a uma atenciosa análise científica: no sarcófago, que nunca foi aberto em vários séculos, foi feita uma pequena abertura para introduzir uma sonda especial, e por meio dela foram identificadas partículas de um preciso tecido de linho colorido de púrpura revestido de ouro, e de um tecido azul com filamentos de linho. Foi também encontrado grãos de incenso vermelho, substâncias protéicas e calcárias. Além disso, pequenos fragmentos ósseos, submetidos por especialistas ao exame do carbono 14, resultam ser de uma pessoa que viveu entre o I e o II século. Isso parece confirmar a unânime e incontrastável tradição que se trate dos restos mortais do Apóstolo Paulo. Tudo isso enche a nossa alma de profunda emoção.Muitas pessoas, durantes estes messes, seguiram os caminhos do Apóstolo, tanto exteriores quanto interiores, que ele percorreu durante a sua vida: o caminho de Damasco rumo ao encontro com o Ressuscitado; os caminhos no mundo mediterrâneo que ele atravessou com a chama do Evangelho, encontrando oposição e adesão, até o martírio, pelo qual pertenceu para sempre à Igreja de Roma. A ela enviou também a sua Carta maior e mais importante. O Ano Paulino se conclui, mas estar a caminho junto com Paulo, com ele e graças a ele conhecer Jesus e, como ele, sermos iluminados e transformados pelo Evangelho, isto fará sempre parte da vida cristã. E sempre, indo além do ambiente dos fiéis, ele permaneceu o "mestre dos gentios", que deseja levar a mensagem do ressuscitado a todos os homens, porque Cristo os conheceu e os amou; morreu e ressuscitou por todos eles. Queremos então ouvi-lo também neste momento em que iniciamos a festa dos dois Apóstolos que fortemente se uniram. Faz parte da estrutura das Cartas de Paulo, sempre em referência ao lugar e à situação particular, explicar o mistério de Cristo, nos ensinar a fé. Numa segunda parte, está a aplicação prática para a nossa vida: o que diz a respeito de nossa fé? Como ela plasma o nosso dia-a-dia? Na Carta aos Romanos, esta segunda parte começa com o 12° capítulo, nos primeiros dois versículos onde o Apóstolo resume logo o núcleo essencial da existência cristã. O que nos diz São Paulo naquela mensagem? Sobretudo ressalta como fundamental que Cristo iniciou um novo modo de venerar Deus, um novo culto. Isso consiste no fato que o homem vivo se tornou ele mesmo adoração, "sacrifício" em seu próprio corpo. Não são mais coisas que serão oferecidas a Deus. Será a nossa própria existência que deverá se tornar louvor a Deus. Mas como isso acontece? No segundo versículo nos é dada a resposta: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus..." (12, 2). As duas palavras decisivas deste versículo são: "transformar" e "renovar". Devemos nos tornar homens novos, transformados numa nova maneira de viver. O mundo está sempre em busca de novidade porque está sempre infeliz com a realidade concreta. Paulo nos diz: o mundo não pode ser renovado sem homens novos. Somente se existirem homens novos, existirá também um mundo novo, um mundo renovado e melhor. No início está a renovação do homem. Isto vale para cada um. Somente se nós tornarmos novos, o mundo se tornará novo. Isso significa também que não basta adaptar-se à situação atual. O Apóstolo nos exorta a um não-conformismo. Em nossa Carta se diz: não submeter-se ao esquema do mundo atual. Voltaremos neste ponto refletindo sobre o segundo texto que hoje meditarei com vocês. O não do Apóstolo é claro e também convincente para qualquer um que observa o esquema de nosso mundo. Mas como é possível tornarmo-nos novos? Somos realmente capazes? Em relação ao tornar-se novos, Paulo se refere à própria conversão: ao seu encontro com Cristo ressuscitado, encontro que a Segunda Carta aos Coríntios diz: "Se alguém está em Cristo, é criatura nova; o que era antigo passou, agora tudo é novo" (5, 17). Era tão inquietador este encontro com Cristo que ele diz a respeito: "Eu morri" (Gl 2, 19; cfr. Rm 6). Ele se tornou novo, se tornou outro, porque não vive mais para si mesmo e em razão de si mesmo, mas para Cristo e em Cristo. Durante os anos, porém, ele viu também que este processo de renovação e de transformação continua a vida inteira. Tornamo-nos novos, se nos deixamos levar e sermos plasmados pelo Homem novo, Jesus Cristo. Ele é o Homem novo por excelência. Nele a nova existência humana se torna realidade, e podemos realmente nos tornar novos se nos entregarmos às suas mãos e por Ele nos deixarmos plasmar. Paulo torna ainda mais claro este processo de "refundição" dizendo que nos tornamos novos se transformamos o nosso modo de pensar. O que aqui foi traduzido como "modo de pensar", é o termo grego "nous". É uma palavra complexa. Pode ser traduzida como "espírito", "sentimento", "razão" e também como "modo de pensar". A nossa razão deve se tornar nova. Isto nos surpreende. Talvez esperávamos que se referisse a algum comportamento: aquilo que devemos mudar em nossas ações. Mas não: a renovação deve ir até o fundo. A nossa maneira de ver o mundo, de compreender a realidade, todo o nosso pensar deve mudar a partir de seu fundamento. O pensamento do homem velho, a maneira de pensar comum é dirigida em geral rumo ao possesso, o bem-estar, a influência, o sucesso, a fama e assim por diante. Mas este modo tem uma capacidade muito limitada e em última análise, permanece o próprio "eu" o centro do mundo. Devemos aprender a pensar de maneira mais profunda. O que isso significa, diz São Paulo na segunda parte da frase: precisamos aprender a conhecer a vontade de Deus, para que Ele plasme a nossa vontade, a fim de que nós possamos querer aquilo que Deus quer, pois reconhecemos que o que Deus quer é bonito e bom. Trata-se então de uma mudança em nossa orientação espiritual. Deus deve entrar no horizonte de nosso pensamento: o que Ele quer e a maneira como Ele pensou o mundo e eu. Devemos aprender a participar da maneira de pensar e de querer de Jesus Cristo. É assim que seremos homens novos de onde emerge um mundo novo. O mesmo pensamento de uma necessária renovação de nosso ser pessoa humana, Paulo ilustrou em dois versículos da Carta aos Efésios, que refletiremos brevemente a seguir. No quarto capítulo da Carta o Apóstolo nos disse que com Cristo devemos chegar à idade adulta, uma humanidade amadurecida. Não podemos mais "permanecer como crianças, entregues ao sabor das ondas e levados por todo vento de doutrina... (4, 14). Paulo deseja que os cristãos tenham uma fé "responsável", uma "fé adulta". A palavra "fé adulta" nos últimos dez anos se tornou um slogan difundido. É entendida muitas vezes como comportamento de quem não dá mais ouvido à Igreja e aos seus Pastores, mas escolhe autonomamente aquilo que quer ou não acreditar, uma fé "feita por si mesma". A expressão é apresentada como "coragem" de se expressar contra o Magistério da Igreja. Na realidade não precisa ter coragem para isso e contar com o aplauso do público. É preciso ter coragem para aderir à fé da Igreja, mesmo se essa contradiz o esquema do mundo contemporâneo. É este não-conformismo da fé que Paulo chama de "fé adulta". Qualifica-se de infantil o correr atrás de ventos e de correntes do tempo. Faz parte da fé adulta, por exemplo, lutar contra a violação da vida humana desde o primeiro momento, se opondo com isso radicalmente ao princípio da violência, e se colocando em defesa das criaturas humanas mais vulneráveis. Faz parte da fé adulta reconhecer o matrimônio entre um homem e uma mulher por toda a vida como norma do Criador, restabelecida novamente por Cristo. A fé adulta não se deixa levar de lá para cá por qualquer corrente. Ela se opõe aos ventos da moda. Sabe que estes ventos não são o sopro do Espírito Santo; sabe que o Espírito Santo de Deus se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus Cristo. Todavia, também aqui Paulo não se detém na negação, mas nos conduz ao grande "sim". Descreve a fé amadurecida, realmente adulta de maneira positiva com a expressão: "vivendo segundo a verdade, no amor" (cfr. Ef 4, 15). O novo modo de pensar, a nós doado pela fé, se dirige primeiramente rumo á verdade. O poder do mal é a mentira. O poder da fé, o poder de Deus é a verdade. A verdade sobre o mundo e sobre nós mesmos se torna visível quando olhamos para Deus. E Deus se torna visível para nós em Jesus Cristo. Olhamos Cristo e reconhecemos uma coisa ulterior: verdade e amor são inseparáveis. Em Deus ambas são uma coisa só: é essa a essência de Deus. Por isso, para os cristãos, verdade e caridade caminham juntas. A caridade é a prova da verdade. Sempre de novo devemos ser medidos segundo este critério, que a verdade se torne caridade e a caridade nos torne verdadeiros.Ainda outro pensamento importante aparece no versículo de São Paulo. O Apóstolo nos diz que, agindo segundo a verdade na caridade, nós ajudamos a fazer que todo o universo cresça em Cristo. Paulo, baseando-se em sua fé, não se interessa somente por nossa pessoal retidão e não simplesmente pelo crescimento da Igreja. Ele se interessa pelo universo: ta pánta. O objetivo da obra de Cristo é o universo, a transformação do universo, de todo o mundo humano, de toda a criação. A pessoa que junto com Cristo serve a verdade na caridade contribui ao verdadeiro progresso do mundo. Sim, é claro que Paulo conhece a idéia de progresso. Cristo, o seu viver, sofrer e ressurgir foram o verdadeiro grande salto de progresso para a humanidade, para o mundo. Agora, porém, o universo deve crescer em virtude Dele. Onde aumenta a presença de Cristo, lá está o verdadeiro progresso do mundo. Lá o homem se torna novo e assim se torna novo o mundo. A mesma coisa Paulo evidencia ainda a partir de outro ângulo. No terceiro capítulo da Carta aos Efésios ele nos fala da necessidade de que "sejais robustecidos, por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior" (3, 15). Com isso responde um tema que antes, numa situação de tribulação, tinha tratado na Segunda Carta aos Coríntios: "Mesmo se o nosso físico vai se arruinando, o nosso interior, pelo contrário, vai-se renovando a cada dia" (4, 16). O homem interior deve se reforçar é um imperativo muito apropriado para o nosso tempo em que os homens muitas vezes permanecem interiormente vazios e, portanto, devem se agarrar em promessas e narcóticos, que depois tem como conseqüência um maior aumento do vazio em seu interior. O vazio interior, a fraqueza do homem interior, é um dos grandes problemas de nosso tempo. Deve ser reforçada a interioridade, a perceptividade do coração; a capacidade de ver e compreender o mundo e o homem a partir de dentro, com o coração. Nós precisamos de uma razão iluminada pelo coração, para aprender a agir segundo a verdade na caridade. Isto, todavia, não se realiza sem uma íntima relação com Deus, sem a vida de oração. Precisamos do encontro com Deus, que nos é dado nos Sacramentos. E não podemos falar com Deus na oração, se não deixarmos que Ele fale primeiro, se não o ouvimos em sua palavra, que Ele nos doou. Paulo, em relação a isso, diz "Que Cristo habite pela fé em vossos corações e que sejais arraigados e bem firmes no amor. Assim tereis condições de compreender, com todos os santos, qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede a todo conhecimento" (Ef 3, 17ss). O amor enxerga além da simples razão, é o que Paulo nos disse com estas palavras. E nos disse ainda que somente na comunhão com todos os santos, ou seja, na grande comunidade de todos os fiéis, e não contra ou sem ela, podemos conhecer a grandeza do mistério de Cristo. Esta grandeza, ele circunscreve com palavras que queremos expressar nas dimensões do cosmo: amplidão, largura, altura e profundidade. O mistério de Cristo tem uma grandeza cósmica: Ele não pertence somente a um determinado grupo. O Cristo crucificado abraça todo o universo em todas as suas dimensões. Ele toma o mundo em suas mãos e o leva no alto, a Deus. Começando por Santo Irineu de Lião, no final do II século, os Santos Padres viram nas palavras, grandeza, largura, altura e profundidade do amor de Cristo uma alusão à Cruz. O amor de Cristo abraçou na Cruz a profundidade mais baixa, a noite da morte, a altura suprema, a grandeza do próprio Deus. E tomou em seus braços a amplidão e a vastidão da humanidade e do mundo em todas as suas distâncias. Sempre Ele abraça o universo, todos nós.Rezemos ao Senhor para que nos ajude a reconhecer algo da grandeza de seu amor. Rezemos para que o seu amor e a sua verdade toquem o nosso coração. Peçamos que Cristo habite em nossos corações e nos torne homens novos, que ajam segundo a verdade na caridade. Amém!

Fonte: RV

ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO

ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO
Cidade do Vaticano,

- O encerramento do Ano Paulino que se realizará amanhã com a celebração das primeiras vésperas da solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, já começa a ser avaliado em termos de divulgação e de conhecimento da vida e dos ensinamentos do Apóstolo dos Gentios. A abertura da mostra “São Paulo no Vaticano”, realizada nos Museus Vaticanos sugere essa atitude quando se sabe que a exposição está dividida em duas partes: Paulo retratado na antiguidade e a atualidade de sua mensagem.Mas o que a comunidade dos batizados deseja mesmo conhecer e não será fácil sabê-lo, se relaciona ao crescimento espiritual de seus filhos, ao aumento de seus fiéis, especialmente oriundos de ambientes não cristãos, ao número acrescentado das vocações missionárias, à adequação do anúncio do Evangelho às diversas realidades culturais, enfim ao que este ano acrescentou de vitalidade à Igreja. Ainda mesmo sem encerrar um ano especial, o Santo Padre já realizou a abertura de outro, o Ano Sacerdotal, tendo como motivo o sesquicentenário da morte do Cura D’Ars. Para essa comemoração jubilar as atenções se voltam para o crescimento espiritual dos pastores, para um adequado exercício de seu ministério, enfim, para sua santificação. Tendo pastores que sejam fiéis à sua vocação, o rebanho crescerá. Estamos diante de mais um momento voltado para a vitalidade da Igreja. (CAS)

Fonte: RV

BALANÇO SOBRE ANO PAULINO

BALANÇO SOBRE ANO PAULINO NA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ

Cidade do Vaticano, 26 jun (RV)

- O arcipreste da Basílica de São Paulo "Fora dos Muros", Cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo, fez hoje um balanço sobre o andamento do Ano Paulino no encontro com os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé.Segundo o purpurado o Ano Paulino foi um grande sucesso. "Nas últimas semanas, a Basílica de São Paulo Fora dos Muros foi visitada diariamente por dez mil peregrinos", ressaltou o cardeal."Vários peregrinos vieram com seus bispos de dioceses de várias partes do mundo. A basílica foi também visitada por ortodoxos, protestantes, anglicanos e cristãos de várias denominações", frisou o purpurado.O Cardeal Montezemolo espera que o "fervor espiritual despertado nos cristãos pelo Ano Paulino possa continuar nas paróquias e dioceses de todos os continentes a fim de que os cristãos possam continuar no caminho irreversível rumo à unidade", concluiu o purpurado.Recordamos a você ouvinte que nos acompanha diariamente e a todas as emissoras que nos retransmitem que no próximo domingo, dia 28, Bento XVI presidirá a celebração das vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e encerramento do Ano Paulino na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, às 12h50, horário de Brasília. (MJ)

Fonte: RV

O ENCONTRO ENTRE SÃO PAULO E UM JORNALISTA CHEGA AO TEATRO

O encontro entre São Paulo e um jornalista chega ao teatro

A obra “O homem de Tarso” narra os principais episódios da vida do Apóstolo dos Povos
Por Carmen Elena Villa

ROMA

- “Desculpe-me, posso aproveitar esta história para contar-lhes uma história que fiquei sabendo e quero levar ao teatro?”: desta maneira um jornalista do século XXI, após ter concluído uma pesquisa no Oriente Médio, interrompe uns atores que estão ensaiando uma obra de teatro.
Assim começa a peça “O homem de Tarso”, que traz ao cenário, de maneira muito dinâmica, as principais passagens dos Atos dos Apóstolos, assim como o conteúdo de algumas cartas paulinas para recriar a história do Apóstolo dos Gentios.
Este espetáculo, realizado pela companhia Jobel Teatro (http://www.jobelteatro.it/), pretende continuar com a comemoração do Ano Paulino, que finaliza em 29 de junho próximo, dia de São Pedro e São Paulo. Foi apresentado em Roma entre 15 e 17 de maio, no Teatro Itália.
A companhia de teatro romana busca, há dez anos, trazer ao cenário obras que transmitam valores espirituais, “desde ‘O Pequeno Príncipe’ até a Bíblia”, segundo explica seu diretor organizador, Gabriele Tozzi. A ideia é apresentá-las em um formato simples, fácil de entender para qualquer tipo de público.
Lorenzo Cognatti, diretor artístico desta companhia, procura cada ano, com a ajuda da Conferência Episcopal Italiana, os temas que podem dar pé a novas obras, de acordo com as festas estabelecidas pelo calendário litúrgico.
“Este ano Paulino foi um pretexto, mas a fascinação de Paulo foi uma fascinação forte, sobretudo para nós que trabalhamos no mundo da comunicação”, assegura Gabriele.
Desta maneira, quatro artistas, por meio da poesia, do canto e da dança, buscam recriar uma história onde o homem do presente e do passado se encontram na metade do caminho.
Gabriele assegura que a figura do jornalista foi escolhida “porque Paulo é um comunicador cujas palavras ainda são extraordinariamente atuais”.
Durante uma hora e quinze minutos, a obra apresenta a história de Paulo, desde antes de sua conversão, quando presenciou o apedrejamento de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, até o momento de sua decapitação em Roma.
A conversão no caminho para Damasco, suas viagens missionárias, suas pregações e o recital de alguns dos conteúdos de suas cartas, permitem reviver a história do apóstolo. A obra também recria momentos de dificuldade e tentações que Paulo combate e rejeita.
Após a decapitação de Paulo, há um epílogo onde o apóstolo se encontra com o jornalista frente a frente e depois se inicia o monólogo final, no qual conclui: “Isto deve ser proclamado e ensinado por ti, homem que busca sempre a justiça, a piedade, a fé, busca alcançar a vida eterna para a qual foste chamado”.

Fonte: ZENIT.org

RETIRO E PEREGRINAÇÃO A SÃO PAULO

BISPOS FAZEM RETIRO E PEREGRINAÇÃO A SÃO PAULO.

Itaici, 26 abr (RV)

- “O apóstolo Paulo e a missão do bispo”.

Este foi o tema da reflexão que abriu o retiro dos 330 bispos que participam da 47ª Assembleia da CNBB, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Orientado pelo bispo emérito de Uruguaiana (RS), dom Ângelo Domingos Salvador, o retiro teve início na tarde de ontem, 25, e termina no hoje, 26, com uma peregrinação dos bispos à Catedral da Sé, em São Paulo. Aí os religiosos celebrarão uma missa às 15h, dentro das comemorações do Ano Paulino.Em sua primeira reflexão, Dom Ângelo desenvolveu a temática “O bispo, modelo do rebanho”. “Por nossa identidade eclesial, somos protótipos de vida cristã”, afirmou. Dom Ângelo destacou a afirmação em que São Paulo se apresenta como apóstolo a ser imitado – “Eu vos peço, sede meus imitadores”, passagem que se encontra no capítulo 4 da primeira carta aos Coríntios. “Os cristãos devem ser imitadores de Paulo – imitadores dos bispos – face aos sofrimentos e tribulações”, disse o bispo. “Essa imitação exige que busquemos o bem-estar dos outros em vez do próprio”, destacou. “Nós, bispos, devemos ser modelos, dignos de imitação, pela fidelidade em meio ao sofrimento”, acentuou.Segundo Dom Ângelo, para serem “modelos do rebanho”, os bispos devem firmar-se em “três fundamentos de vida cristã, de vida episcopal”. O primeiro é a lei suprema da vida eclesial, seguido da “norma suprema da vida ministerial” além do “desafio supremo da vida ministerial”. “Estamos aqui para avaliar nosso desempenho como protótipos, especialistas e profissionais de vida cristã, ou seja, como modelos do rebanho, a ser imitado por todos, individual e coletivamente, atuando, porém, na constelação das relações, como quem ocupa o quarto lugar”, concluiu Dom Ângelo.

Fonte: RV

NOMEADOS OS ENVIADOS PARA ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO

NOMEADOS OS ENVIADOS PARA ENCERRAMENTO DO ANO PAULINO

Cidade do Vaticano, 25 abr (RV)

- Por ocasião do encerramento do ano dedicado ao Apóstolo Paulo, que se fará de modo simultâneo em diversos "lugares paulinos", o papa nomeou sete cardeais como seus enviados especiais. Eis a lista dos cardeais indicados e as respectivas regiões onde representarão o Santo Padre: Terra Santa: Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Malta: Cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família. Chipre: Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Pontifício Conselho "da Justiça e da Paz".Turquia: Cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religoso.Grécia: Cardeal Jozef Tomko, prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos.Síria: Cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri. E Líbano: Cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris. Para as celebrações de conclusão do Ano Jubilar convocado pelo papa para o VII centenário da devoção a Nossa Senhora da Europa, marcado para 5 de maio, em Gibraltar, foi nomeado o prefeito emérito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins. (CM)
Fonte: RV

O MARTÍRIO DE SÃO PAULO

BENTO XVI DEDICA CATEQUESE AO MARTÍRIO DE SÃO PAULO
Cidade do Vaticano, 04 fev (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã de hoje com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Sala Paulo VI, no Vaticano.Com a audiência de hoje sobre o martírio de São Paulo, o Papa encerrou a série de catequeses que durante este Ano Paulino ele dedicou à pessoa do Apóstolo dos Gentios.Escrevendo a seu amigo e colaborador Timóteo – disse o Papa – Paulo vislumbra o final de sua vida com essas palavras: “Eu estou a ponto de ser sacrificado e o momento da minha partida é iminente” (2 Tim 4, 6). O Apóstolo tinha já a consciência de que seu serviço ao Evangelho estava para se concluir através de sua morte cruenta, de seu martírio. E assim foi. Segundo vários estudos de fontes antigas, a condenação à morte do Apóstolo se verificou na época de Nero, entre os anos 64 e 68. Paulo foi decapitado no lugar conhecido como Tre fontane, Três fontes na cidade de Roma e, segundo essas mesmas tradições, seu sepulcro encontra-se na Via Ostiense, onde hoje se eleva a Basílica de São Paulo fora dos Muros.Todavia, – disse o Papa na sua catequese – para mais além dos fatos que determinaram sua morte, São Paulo deixou uma profunda marca na tradição da Igreja e uma extraordinária herança de ensinamentos cristãos. Na atualidade, como em todas as épocas – concluiu o Santo Padre -, encontramos mestres e teólogos, santos e fundadores, que beberam e bem de seus escritos e de seu exemplo. (SP)

Fonte: RV

SÃO PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

NO ANGELUS, PAPA INDICA S. PAULO COMO MODELO DE TODA AUTÊNTICA CONVERSÃO CRISTÃ

Cidade do Vaticano, 25 jan (RV)

- Neste domingo, festa da Conversão de São Paulo, Bento XVI rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro.Nas palavras que precederam a oração mariana, o papa explicou que algumas pessoas preferem não usar o termo "conversão", porque – dizem eles – Paulo já era um fiel fervoroso e, por isso, não passou dos ídolos a Deus nem teve que abandonar a fé judaica para aderir a Cristo. Na realidade, disse Bento XVI, a experiência do Apóstolo pode ser o modelo de toda autêntica conversão cristã, pois foi amadurecida no encontro com Cristo ressuscitado. "Este encontro mudou radicalmente a sua existência. No caminho de Damasco, aconteceu o que Jesus pede no Evangelho de hoje: Saulo se converteu porque, graças à luz divina, 'acreditou no Evangelho'. Nisso consiste a conversão de Paulo e também a nossa conversão: acreditar em Jesus morto e ressuscitado e abrir-se à iluminação da sua graça divina."Naquele momento, explicou Bento XVI, Saulo compreendeu que a sua salvação não dependia das obras boas realizadas segundo a lei, mas do fato de que Jesus tinha morrido também por ele – o perseguidor – e tinha ressuscitado.Esta verdade, disse o papa, altera completamente o nosso modo de viver. Para cada um de nós, converter-se significa acreditar que Jesus "se entregou a si mesmo por mim", morrendo sobre a cruz e, ressuscitado, vive comigo e em mim.Confiando-me à potência do seu perdão, dando as mãos a Ele, posso sair das areias movediças do orgulho e do pecado, da mentira e da tristeza, do egoísmo e de toda falsa segurança, para conhecer e viver a riqueza do seu amor. Então o papa concluiu: "Caros amigos, o convite à conversão ressoa hoje, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, particularmente importante também no plano ecumênico. O apóstolo nos indica a atitude espiritual adequada para poder progredir na via da comunhão. Na carta aos filipenses, escreve que não alcançou a meta e nem mesmo a perfeição, mas que se esforça para conquistá-las, pois foi conquistado por Jesus Cristo".Nós cristãos, afirmou o papa, não alcançamos a meta da plena unidade, mas se nos deixarmos converter continuamente pelo Senhor Jesus, certamente a alcançaremos.

Fonte: RV

QUE OS CRISTÃOS TOMEM MAIS CONCIÊNCIA DO MITÉRIO DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO

Neste Ano Paulino, os cristãos tomem mais consciência do mistério da Igreja como Corpo de Cristo, animado pelo Espírito: votos do Papa, recebendo uma delegação ecuménica da Finlândia

(19/1/2009) Recebendo nesta segunda-feira uma delegação ecumênica da Finlândia, vinda a Roma por ocasião da festa do seu padroeiro, Santo Henrique, Bento XVI considerou que “estas peregrinações são uma ocasião para partilhar oração, reflexão e diálogo no serviço da nossa busca da plena comunhão”.A dez anos da “Declaração Conjunta sobre a Justificação”, subscrita pela Igreja Católica e pela Igreja Luterana, a Comissão de Diálogo Luterana Católica da Suécia e Finlândia continua ainda a examinar aquele documento, estudando as suas implicações e a possibilidade da sua recepção. Bento XVI registrou com interesse o fato de este diálogo, sobre o tema da “Justificação na vida da Igreja” ser uma oportunidade para “tomar completamente em consideração a natureza da Igreja como sinal e instrumento de salvação realizada em Jesus Cristo e não uma mera assembléia de crentes ou uma instituição com variadas funções”. Evocando o Ano Paulino em curso, o Papa sublinhou que “a vida e os ensinamentos (de Paulo) estão incansavelmente empenhados em ordem à unidade da Igreja”. O Apóstolo “recorda-nos a maravilhosa graça que recebemos ao tornarmo-nos membros do corpo de Cristo através do batismo”.“A Igreja é o Corpo místico de Cristo, e é continuamente guiada pelo Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho. Só tomando como base esta realidade da encarnação se pode compreender o caráter sacramental da Igreja como comunhão em Cristo”. “Um consenso sobre as implicações cristológicas e pneumatológicas do mistério de Cristo – sublinhou o Papa - forneceria uma prometedora base para o trabalho da Comissão” (de diálogo luterano católico na Finlândia). “É minha fervorosa esperança que a vossa visita a Roma fortaleça as relações ecumênicas entre Luteranos e Católicos na Finlândia, que tão positivas foram ao longo de muitos anos”.

Fonte: RV

"CRISTO É O INÍCIO DE UMA NOVA HISTÓRIA PARA O HOMEM"

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: "CRISTO É O INÍCIO DE UMA NOVA HISTÓRIA PARA O HOMEM"

Cidade do Vaticano, 10 dez (RV)
- Bento XVI se reuniu com os fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para a Audiência Geral desta quarta-feira. Bento XVI dedicou a sua catequese ao ensinamento de S. Paulo sobre a novidade trazida por Jesus na história do homem, portanto, sobre o significado profundo do Batismo e da Eucaristia e da Igreja como Corpo místico, tema central da doutrina paulina.O papa recordou que o abuso da liberdade, que vai contra a verdade e a vontade divina, polui as realidades humanas e, em especial, nossas relações fundamentais, ou seja, a relação com Deus, a relação entre o homem e a mulher, e a relação do homem com a natureza. Esta poluição, disse o papa, é superada por Jesus Cristo. Com Ele, como nos ensina S. Paulo, a história do homem tem um novo início: "Com Cristo começa uma nova história, formada pelo seu 'sim' ao Pai, formada não pela soberbia de uma falsa emancipação, mas pelo amor e pela verdade".Mas como Jesus chega na minha vida, como Ele a transforma? A resposta fundamental de S. Paulo é através do Espírito Santo, que em Pentecostes criou a nova humanidade. O Espírito, que cria realmente uma nova unidade, supera as divisões utilizando dois elementos: o anúncio da Palavra e os Sacramentos, em especial o Batismo e a Eucaristia. O pontífice então reiterou que a fé não é fruto do nosso pensamento, mas um dom de Deus: "A fé não vem da leitura, mas da escuta. Não é algo somente interior, mas uma relação, supõe um encontro, supõe a existência do outro que anuncia e cria comunhão".Ninguém pode se tornar cristão por si só. Somente Cristo pode constituir a Igreja. E da Igreja recebemos a fé: "Tornar-se cristão é mais do que um operação cósmica, que acrescentaria algo de belo a uma existência já em parte completa. É um novo início, é um renascimento, é morte e ressurreição". Sobre a Eucaristia em São Paulo, Bento XVI afirmou que a promessa da Nova Aliança se realiza no sacrifício do amor de Jesus. Mas qual então é o significado profundo da Eucaristia? O papa respondeu: "Celebrar a Eucaristia significa que Cristo nos doa a si mesmo, doa o seu amor para nos conformar a Ele e, assim, criar um novo mundo".Cristo, acrescentou Bento XVI, se une com cada um de nós, mas também com quem está perto de mim e, assim, une todos nós a Ele. É por este motivo que uma Eucaristia sem solidariedade com os outros é uma Eucaristia abusada. Desta consideração, finalizou o papa, podemos entender o sentido da doutrina paulina da Igreja como Corpo: "A Igreja não é somente uma corporação, como o Estado. É um corpo, não é organização, mas é um organismo".Após a catequese, o papa saudou os peregrinos em várias línguas. Eis a saudação de em português: "Amados peregrinos de língua portuguesa, as minhas boas-vindas a todos, com uma saudação deferente e amiga aos Presidentes das Câmaras e respectivos munícipes do Alto Tâmega. Imploro as bênçãos de Deus sobre os respectivos compromissos institucionais para que, inspirados pela solidariedade cristã, possam servir e promover o bem comum da sociedade. Com estes votos e a certeza da minha oração pelas intenções que vos trouxeram a Roma, vos abençoo a vós, aos vossos familiares e comunidades cristãs".

Fonte:RV

"O MAL NÃO TEM EXPLICAÇÃO. SOMENTE DEUS E O BEM TÊM LÓGICA"

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: "O MAL NÃO TEM EXPLICAÇÃO. SOMENTE DEUS E O BEM TÊM LÓGICA"


Cidade do Vaticano, 03 dez (RV)
- Bento XVI reuniu-se, esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os peregrinos e fiéis para a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras.Em sua catequese semanal, o Santo Padre continuou suas reflexões sobre o Apóstolo dos Gentios. Em especial, comentou a passagem da Carta aos Romanos onde São Paulo faz uma comparação entre Adão e Cristo, traçando as linhas essenciais da doutrina sobre o "pecado original".O pontífice explicou que se na fé da Igreja amadureceu a consciência do dogma do pecado original, é porque ele está intimamente ligado a outro dogma, que é o da salvação e da liberdade em Cristo. Portanto, nunca devemos tratar o pecado de Adão e da humanidade de modo separado do contexto salvífico, sem compreendê-los no horizonte da justificação em Cristo.Mas os homens de hoje se perguntam: o que é este pecado original? Esta doutrina pode ainda ser sustentada? O pecado original existe ou não?Para responder, disse o papa, devemos distinguir dois aspectos dessa doutrina. O primeiro é o aspecto empírico, ou seja, a realidade concreta, visível. E o outro é o aspecto misterioso, oculto.O dado concreto é que existe uma contradição no nosso ser. De um lado, o homem sabe que deve fazer o bem, mas, ao mesmo tempo, sente o impulso de fazer o mal, de seguir a estrada do egoísmo, da violência. "Esta contradição interior não é uma teoria. Cada um de nós a sente todos os dias. E, sobretudo, vemos prevalecer sempre em torno de nós essa segunda vontade. Basta pensar nas notícias cotidianas sobre as injustiças, a violência e a mentira. Como conseqüência deste poder do mal nas nossas almas, desenvolveu-se na história um rio imundo, que envenena a geografia da história humana. Como dizia o filósofo francês Blaise Pascal, o mal parece que se tornou uma segunda natureza." Todavia, essa contradição deve provocar, e provoca ainda hoje, o desejo de redenção. O mal existe, simplesmente, mas não dentro da natureza humana. A fé nos diz que existem dois mistérios de luz e um mistério de escuridão, e este, por sua vez, está envolvido pelos mistérios de luz.O primeiro mistério de luz é este: a fé nos diz que não existem dois princípios, um bom e outro mal, mas existe um único princípio, o Deus criador, e este princípio é bom, sem sombra de maldade.Assim, o ser não é um misto de bem e de mal, o ser como tal é bom. Este é o anúncio da fé: existe uma única fonte boa, o Criador. Por isso, viver é um bem, assim como ser homem, como ser mulher. A vida é um bem.Depois, há o mistério da escuridão, da noite. O mal não vem da mesma fonte do ser. O mal vem de uma liberdade criada, de uma liberdade abusada."Como isso aconteceu permanece um mistério. O mal não tem lógica, não é possível explicá-lo. Somente Deus e o bem são lógicos, são luz." Mas a este mistério da escuridão, acrescenta-se imediatamente outro mistério: Deus, com a sua luz, é mais forte. E por isso, o mal pode ser superado. Assim, a criatura, o homem, pode ser sanado, não somente na teoria, mas nos fatos. Deus introduziu a cura, Ele entrou pessoalmente na história. Cristo crucificado e ressuscitado, novo Adão, opõe ao rio imundo do mal um rio de luz. E este rio está presente na história: vemos os santos, os grandes santos, mas os santos humildes, os simples fiéis.Este é o significado do Advento: Cristo é o novo Adão, e está conosco e no meio de nós. Sua luz já resplende e devemos abrir os olhos do coração para vê-la. (BF)

Fonte: RV

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA -PARETE 1

ESPECIAL - IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
1-Apresentação
2- Maria de Nazaré, quem é esta mulher?
3- Pequenos e Fracos, como a Virgem de Nazaré
4- Devoção franciscana a Maria
5- Maria Santíssima na Piedade Franciscana
6- Maria, Explicação de Deus
7- Iconografia de Nossa Senhora


APRESENTAÇÃO
Foi Duns Scotus, grande teólogo franciscano do século 13, que encontrouum silogismo que solucionava a dificuldade de admitirque também Nossa Senhora como filha de Adão e Evadevia estar sujeita ao pecado original, mas que foidele preservada, em previsão dos méritos de Cristo,com antecipada aplicação da redenção universal de Jesus.
Era sumamente conveniente que Deuspreservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser Mãe do seu filho.
Isso erapossível para a onipotência de Deus; portanto, Deus,de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutosda redenção de Cristo (cf. D. Servílio Conti, IMC).Perante esta sutil, mas irretorquível argumentação, osteólogos concordaram em aceitar esta doutrina.De fato, desde 1300 a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio materno fez rápidos progressos na consciência dos fiéis, induzindo a Igreja a introduzir no calendário romano já no século XV a festa da Conceição Imaculada de Maria.
A Província Franciscana da Imaculada Conceição celebra no dia 8 a sua Padroeira.
Para marcar esta data, oferecemos alguns textos para a reflexão deste dia.
O primeiro texto, "Maria de Nazaré, quem é esta mulher? ", o teólogo Jesus Epeja nos situa no contexto histórico. Maria de Nazaré é alguém de nossa raça.
Como os demais seres humanos, nasceu e viveu num contexto histórico, social, econômico, político e cultural.
De Frei José Carlos Pedroso, escolhemos o texto "Pequenos e fracos, como a Virgem de Nazaré". No Dicionário Franciscano, a ocorrência tão frequente da palavra Mãe nos lábios e nos escritos de Francisco revela por si só a importância que esta figura e símbolo tiveram na experiência de Francisco.
Ele elege a bem-aventurada Virgem Maria, advogada da sua Ordem para sempre: e em Maria inspiram-se, como modelo, para realizarem a sua ação materno-salvífica para todos os homens da Igreja.
O ex-ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Constantino Koser, diz que "nada mais comovente e delicado na vida deste Santo, que a forte e ao mesmo tempo meiga e suave devoção à Mãe de Deus"Um texto da Campanha da Fraternidade de 90, com tema "A Fraternidade e a Mulher", tiramos um trecho que fala sobre a Mãe de Deus. O culto àquela que a fé cristã chama de Nossa Senhora reside e se expressa, fundamentalmente, nos nomes com os quais a Igreja a aclama e cultua: Mãe de Deus, Virgem, Imaculada e Assunta aos Céus. Chiara Lubich lembra que devemos imitar Maria, porque ela é o modelo de todo cristão e o caminho direto que conduz a Deus.
Para entender o Dogma da Imaculada, republicamos a série de artigos de Frei Clarêncio Neotti sobre as festividades do jubileu de 150 anos do Dogma.
Ainda neste Especial, orações, o novo Rosário e uma pequena mostra de como os grandes artistas retrataram a Mãe de Deus.

A JUSTIFICAÇÃO SEGUNDO SÃO PAULO APÓSTOLO



AUDIÊNCIA GERAL: A JUSTIFICAÇÃO SEGUNDO SÃO PAULO APÓSTOLO


Cidade do Vaticano, 26 nov (RV)

- Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com milhares de peregrinos e fiéis, provenientes de diversos países, para a Audiência Geral de quarta-feira.No início da audiência, o Santo Padre fez uma saudação, em inglês, ao Catholicós da Cilícia dos Armênios, Sua Santidade Aram I, acompanhado de uma delegação de bispos. Esta visita fraterna, afirmou o papa, é uma ocasião significativa para estreitar os laços da unidade que já existem entre as duas igrejas, no caminho rumo à plena comunhão. Bento XVI expressa sua gratidão pelo envolvimento pessoal de Aram I na questão do ecumenismo, especialmente na Comissão Conjunta para Diálogos Teológicos.O papa recordou a estátua de S. Gregório o Iluminador, fundador da Igreja armênia, que fica na fachada da Basílica Vaticana. A estátua invoca os sofrimentos sofridos por S. Gregório em conduzir o povo armênio ao cristianismo, mas também os muitos mártires e confessores da fé que testemunharam a riqueza da história armênia.Por fim, Bento XVI invoca a intercessão de São Gregório como guia rumo à plena unidade desejada pelas duas Igrejas. Hoje à tarde, Aram I concederá uma coletiva de imprensa, aos jornalistas presentes em Roma, na sede da Rádio Vaticano, por ocasião da sua visita ao Papa e à Igreja de Roma.

Em sua catequese semanal, Bento XVI continuou a falar sobre São Paulo Apóstolo, por ocasião do Ano Paulino. Na última Audiência Geral, o Papa havia aprofundado o tema da “absoluta gratuidade da salvação”. Hoje, se concentrou mais sobre as conseqüências que brotam da justificação pela fé e da ação do Espírito Santo na vida do cristão.Com efeito, disse o Pontífice, não é casual que Paulo, em sua Carta aos Gálatas, - na qual acentua a gratuidade da justificação -, ressalte também a relação existente entre a fé e as obras.Os frutos do Espírito, segundo o Apóstolo, são: “amor, alegria, paz, compreensão, serviço, bondade, lealdade, amabilidade, domínio de si”. Nesta lista, o primeiro grande dom é o ágape ou o amor. É o Espírito que nos leva a um amor total a Cristo e a não viver mais para nós mesmos, mas por aquele “que morreu e ressuscitou por nós”.Assim, concluiu o Santo Padre, a centralidade da justificação sem as obras não entra em contradição com a fé atuante no amor. Ao invés, as conseqüências de uma fé que não se encarna no amor são desastrosas, porque tudo se reduz ao puro arbítrio e ao subjetivismo mais nocivo.Por isso, São Paulo coloca, muitas vezes, as comunidades cristãs diante do “juízo final”, quando receberemos a recompensa por nossas obras”. (MT/BF)

Fonte: RV

BENTO XVI ANALISA A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO EM SÃO PAULO


PAPA COMENTA DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO EM SÃO PAULO

Cidade do Vaticano,
- Em sua catequese, o papa prosseguiu seus comentários sobre São Paulo, recordando um tema que marcou as controvérsias do século da Reforma: a doutrina da justificação, isto é, como o homem se torna justo aos olhos de Deus. Na Carta aos Filipenses, depois da Conversão, São Paulo nos dá um testemunho importante da passagem de uma justiça fundada na lei, a uma justiça baseada na fé em Cristo: "Ele compreendeu que, o que até então lhe parecia um lucro, na realidade, diante de Deus, era uma perda e, assim, decidiu investir toda a sua existência em Jesus Cristo. A relação entre Paulo e o Ressuscitado se tornou tão profunda, que o induziu a considerar Cristo não somente a sua vida, mas o seu viver. O Ressuscitado se tornou o início e o fim da sua existência, o motivo e a meta do seu caminho."Se antes de seu encontro com o Ressuscitado, Paulo se sentia um homem realizado, "irrepreensível quanto à justiça que deriva da lei", a iluminação no caminho de Damasco mudou radicalmente sua existência: "Devido justamente a essa experiência pessoal com Jesus Cristo, Paulo colocou no centro do seu Evangelho, a irredutível oposição entre dois percursos alternativos em direção à justiça _ um construído sobre as normas da lei, e o outro, fundado na graça da fé em Cristo."Para São Paulo, como para todas as pessoas da época, a palavra "lei" significava a Tora na sua totalidade, ou seja, os cinco livros de Moisés. A Tora implicava um conjunto de comportamentos que incluía um núcleo ético e o respeito por normas rituais e culturais que determinavam a identidade do homem justo. Todo esse conjunto de normas se tornou especialmente importante na época da cultura helênica, começando a partir do III século a.C., porque a cultura dominante se sentia ameaçada.Contra essa cultura, aparentemente racional, se buscava alçar um escudo, um muro de defesa. O próprio Paulo perseguia os cristãos, porque via neles uma ameaça à identidade de Israel. Porém, tudo muda com a Ressurreição de Cristo: "Com Cristo, o Deus de Israel, o único verdadeiro Deus, se torna o Deus de todos os povos. O muro entre Israel e os pagãos não era mais necessário: Cristo nos protege contra o politeísmo e contra todos os seus desvios; Cristo nos une "com" e "no" único Deus; Cristo garante a nossa verdadeira identidade na diversidade das culturas."O encontro com Cristo relativiza os preceitos da lei, pois "ser justo quer dizer simplesmente estar com Cristo e em Cristo. E isso basta" _ disse o papa.Todavia _ explicou Bento XVI _ estar livre do respeito às leis rituais e culturais não significa libertinagem, não implica estar livre das regras da moral. "É óbvio que esta interpretação está errada: a liberdade cristã, a libertação da qual fala São Paulo, não é isenção de fazer o bem."Bento XVI não deixou de citar a interpretação de Lutero, do trecho da Carta aos Romanos, para quem o cristão se salva unicamente pela fé, e não pelas obras que realiza. Essa leitura _ explicou o papa _ é verdadeira, se não coloca a fé em contraposição à caridade, ao amor. "A fé é entregar-se a Cristo, acreditar em Cristo, conformar-se a Cristo, à sua vida. Crer é conformar-se a Cristo e entrar no seu amor. Por isso, Paulo fala da fé que atua por meio da caridade. Nós nos tornamos justos, entrando em comunhão com Cristo, que é amor. Tu me visitaste, quando estive doente? Na prisão? Tu me deste de comer, quando tive fome? Tu me deste de vestir, quando eu estava despido? E assim a justiça se decide na caridade.""Concluindo _ disse o papa _ podemos apenas pedir a Deus que nos ajude a crer. Crer realmente; crer se torna, assim, vida, unidade com Cristo, transformação da nossa vida. E, assim, transformados por seu amor, pelo amor a Deus e ao próximo, podemos ser realmente justos, aos olhos de Deus."

Fonte: RV

ENCONTRO DE CRISTO COM SÃO PAULO NO CAMINHO PARA DAMASCO

PAPA DESCREVE ENCONTRO DE CRISTO COM SÃO PAULO NO CAMINHO PARA DAMASCO


Cidade do Vaticano, 19 nov (RV) - Em sua audiência hoje com os fiéis, o papa prosseguiu sua reflexão inspirada em São Paulo Apóstolo, recordando sua doutrina da justificação, ponto central de seu ensinamento. Ao encontrar-se com o Ressuscitado no caminho de Damasco, o Apóstolo, que era um fervoroso cumpridor da Lei mosaica, compreendeu que aquilo que considerava como ganância era uma perda diante de Deus. Aquele encontro o fez entender que graças à fé em Cristo, e não por nosso mérito, nos tornamos justos diante de Deus. Naquele momento, Paulo descobriu uma nova justiça, oferecida gratuitamente e baseada na fé em Cristo morto e ressuscitado. O Cristo se tornou o princípio e a finalidade de sua existência, e Paulo queria compartilhar a sua experiência com os apóstolos. São Paulo afirma que a Lei culminou em Cristo, e tem sua máxima expressão no mandamento do amor. Assim, o Salvador do mundo é apenas um, o que relativiza tudo, inclusive a Lei. (CM)

Fonte: RV

ANO PAULINO CONVIDA A CONHECER MELHOR A BÍBLIA

ANO PAULINO CONVIDA A CONHECER MELHOR A BÍBLIA, AFIRMA ARCEBISPO VENEZUELANO DE MÉRIDA

Caracas, 17 nov (RV)
- O arcebispo de Mérida, Dom Baltazar Porras Cardozo, destacou a importância do Ano Paulino e indicou que ele é "não apenas uma ocasião para conhecer o legado do Apóstolo dos Gentios, mas também para aproximar-se mais da Palavra de Deus, a Bíblia".
O prelado lembrou que, após sua conversão, a missão específica de Paulo foi "ser apóstolo dos gentios, quer dizer, dos pagãos" e a isso se dedicou com todas as suas energias e sua fé.
O arcebispo se referiu à importância das cartas paulinas, explicando que nelas, "Paulo aprofunda a mensagem" de Cristo.
"Pode-se afirmar que o melhor legado do Cristianismo se encontra encerrado nos quatro Evangelhos e nas epístolas paulinas" _ sublinhou Dom Baltazar.O arcebispo de Mérida convidou os fiéis a aproveitarem este Ano Paulino para "estudar o perfil humano e espiritual de São Paulo, aprender a amar a Palavra de Deus como ele a proclama, realizar peregrinações aos lugares santos paulinos no Mediterrâneo, e pesquisar sua influência na religiosidade popular". (AF)

Fonte: RV

PODEMOS OBTER A SALVAÇÃO NAS PALAVRAS DE SÃO PAULO

“Podemos dizer com Paulo que o verdadeiro fiel obtém a salvação professando com a sua boca que Jesus é o Senhor e crendo com o seu coração que Deus ressuscitou-o dos mortos”: a catequese de Bento XVI na audiência geral



Cidade do Vaticano

– A “decisiva importância” atribuída por Paulo à ressurreição de Cristo foi o assunto da catequese realizada pelo Santo Padre Bento XVI durante a audiência geral de quarta-feira, 5 de novembro. “Somente a Cruz não poderia explicar a fé cristã, seria até uma tragédia –explicou o Santo Padre -. O mistério pascal consiste no fato de que o Crucifixo ‘ressuscitou no terceiro dia de acordo com as Escrituras’ (1 Cor 15,4), assim atesta a tradição protocristã. Aqui está a chave mestra da cristologia paulina: tudo gira em torno desse centro gravitacional. Todo o ensinamento do Apóstolo Paulo parte ‘de’ e chega sempre ‘no’ mistério d’Aquele que o Pai ressuscitou da morte. A ressurreição é um dado fundamental… Aquele que foi crucificado e que, assim, manifestou o imenso amor de Deus pelo homem, ressuscitou e está vivo no meio de nós”.Assim, o Santo Padre destacou a ligação entre o anúncio da ressurreição formulado por Paulo e o que era feito nas primeiras comunidades cristãs pré-paulinas onde se vê a importância da tradição que precede o Apóstolo e que ele, com grande respeito e atenção, quer, por sua vez, entregar”. São Paulo, na Carta aos Corintios ressalta “a unidade do kerigma, do anúncio a todos os fiéis e a todos aqueles que anunciam a ressurreição de Cristo… A originalidade da sua cristologia não vai nunca contra a fidelidade à tradição. O kerigma dos Apóstolos prevalece sempre sobre a reelaboração pessoal de Paulo… E assim, São Paulo oferece um modelo para todas as épocas sobre como fazer teologia e como pregar. O teólogo, o pregador não cria novas visões do mundo e da vida, mas está a serviço da verdade transmitida, a serviço do fato real de Cristo, da Cruz, da ressurreição”. Nessa altura, Papa Bento XVI quis ressaltar que “São Paulo, ao anunciar a ressurreição, não se preocupa em apresentar uma exposição doutrinal orgânica – não quis um quase manual de teologia – mas sim, aborda o tema respondendo a dúvidas e perguntas concretas que lhe eram trazidas pelos fiéis”. O conceito essencial destacado por Paulo é que nós todos fomos salvos pelo Cristo morto e ressuscitado por nós, sem a ressurreição, “a vida cristã seria simplesmente absurda”. O evento da manhã de Páscoa foi algo “de extraordinário, de novo e, ao mesmo tempo, de muito concreto, marcado por sinais bem específicos, registrados por várias testemunhas. Também por Paulo, como por outros autores do Novo Testamento, a ressurreição está ligada ao testemunho de quem teve uma experiência direta com o Ressuscitado. Trata-se de ver e sentir não somente com os olhos ou com os sentidos, mas também com uma luz interior que leva a reconhecer o que os sentidos externos atestam como dado objetivo”. Também o tema das aparições têm para Paulo uma relevância fundamental, uma vez que os dois fatos importantes são o túmulo vazio e Jesus que realmente apareceu. “Trata-se, assim– explicou o Papa – da cadeia da tradição que, por meio do testemunho dos A primeira conseqüência, ou o primeiro modo de manifestar este testemunho, é pregar a ressurreição de Cristo como síntese do anúncio evangélico e como ponto culminante de um itinerário salvífico”. Tanto nas Cartas quanto nos Atos dos Apóstolos, vê-se que o ponto essencial para Paulo é ser testemunha da ressurreição. De resto, a afirmação "Cristo ressuscitou" é para Paulo e também para nós, hoje, um tema determinante. “Paulo sabe bem e diz isso muitas vezes que Jesus era Filho de Deus sempre, desde o momento da sua encarnação. A novidade da ressurreição consiste no fato de que Jesus, elevado á humildade da sua existência terrena, foi feito Filho de Deus ‘com poder’. O Jesus humilhado até a morte na cruz pode agora dizer aos Onze: ‘Foi dado a mim todo o poder no céu e na terra’ (Mt 28, 18)… Por isso, com a ressurreição começa o anúncio do Evangelho de Cristo a todos os povos, começa o Reino de Cristo, este novo Reino que não conhece outro poder do que o poder da verdade e do amor. A ressurreição revela, assim, definitivamente, qual é a autêntica identidade e o extraordinário tamanho do Crucifixo. Uma dignidade incomparável e elevadíssima: Jesus é Deus!... Pode-se dizer, portanto, que Jesus ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos ou, em outros termos, o nosso Salvador”.Tudo isso, traz importantes conseqüências para a nossa vida de fé, conforme destacou o Papa: “nós somos chamados a participar no íntimo do nosso ser em todos os episódios da morte e da ressurreição de Cristo… Isso se traduz numa partilha dos sofrimentos de Cristo, que antecede a plena configuração com Ele, por meio da ressurreição que vemos na esperança. É o que aconteceu também a São Paulo… Viver na fé em Jesus Cristo, viver a verdade e o amor implica renunciar todos os dias, implica sofrimentos. O cristianismo não é o caminho da comodidade, é mais uma escalada exigente, iluminada, porém, pela luz de Cristo e pela grande esperança que nasce d’Ele”.O Santo Padre concluiu a catequese com estas palavras: “podemos dizer com Paulo que o verdadeiro fiel obtém a salvação professando com a sua boca que Jesus é o Senhor e acreditando com o seu coração que Deus ressuscitou-o dos mortos. Importante é, acima de tudo, o coração que crê em Cristo e na fé no Ressuscitado; mas não basta levar no coração a fé, devemos confessá-la e testemunhá-la com a boca, com a nossa vida, tornando, assim, presente a verdade da cruz e da ressurreição na nossa história”. (S.L.)

Fonte: Agência Fides

EM FÁTIMA É ISTIMULADA A FORMAÇÃO PAULINA

Santuário de Fátima estimula formação paulina
Iniciativas comemoram o ano dedicado ao apóstolo

FÁTIMA, quarta-feira, 5 de novembro de 2008
-O Santuário de Fátima realiza uma série de atividades de formação sobre S. Paulo, no contexto do ano dedicado ao apóstolo.
Nas alamedas laterais do Recinto de Oração, os peregrinos podem observar a instalação de treze cartazes alusivos à vida e à obra de Paulo.
No Santuário, também se encontra um trabalho artístico que representa o percurso do apóstolo.
Na Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, no grande corredor de 150m, na área da Reconciliação da Igreja da Santíssima Trindade, a parede reveste-se de azulejos da autoria de Álvaro Siza Vieira, com representações de episódios da vida destes dois apóstolos.
Para além dos trabalhos artísticos, o Santuário promove um ciclo de conferências sobre a vida e a obra de Paulo.
A iniciar no próximo domingo, 9 de novembro, o evento terá periodicidade mensal e se estenderá até abril de 2009. Para cada sessão, está convidado um especialista em uma área de estudos paulinos.
A primeira conferência terá como tema «A mensagem da Irmã Lúcia e dos Pastorinhos à luz de S. Paulo». O palestrante é José Carlos Carvalho, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica do Porto. O programa completo das conferências encontra-se em http://www.fatima.pt/.
O Santuário prepara ainda, para inícios de 2009, uma jornada de estudo sobre S. Paulo. A iniciativa, dirigida aos funcionários e voluntários, deve atingir 400 pessoas.

Fonte: ZENIT.org

A POLÔNIA COMEMORA O ANO PAULINO COM LONGA PROGRAMAÇÃO


SÉRIE DE INICIATIVAS NA POLÔNIA PELO ANO PAULINO

Czestochowa - Polônia

Czestochowa, 30 out (RV)
- A Igreja na Polônia lança uma série de iniciativas para este Ano Paulino.
Durante a VI edição dos “Dias da Cultura Cristã”, em andamento em Czestochowa, até o próximo domingo, dia 2, destacam-se: a leitura pública das Cartas de São Paulo por parte do bispo auxiliar da arquidiocese de Czestochowa, Dom Antoni Dlugosz; uma conferência do Cardeal Stanislaw Nagy sobre a pessoa de São Paulo “Apóstolo e Teólogo”; e uma Exposição dedicada a São Paulo, que apresenta ilustrações de lugares paulinos de Roma e Malta, da Grécia e da Turquia.
A série de iniciativas conta com a colaboração do arcebispo Stanislaw Nowak, metropolita de Czestochowa; o prefeito daquela cidade, Tadeusz Wrona; o Departamento de Pastoral da Cultura da arquidiocese; o Instituto Cultural «Gaude Mater» e o jornal católico «Niedziela».
No programa dos «Dias da Cultura Cristã» realizam-se 35 diferentes eventos culturais e religiosos, como exposições, apresentação de filmes de inspiração cristã, espetáculos teatrais, apresentação e promoção de livros religiosos. Haverá também a projeção do filme «Testemunho» sobre a pessoa de João Paulo II, baseado no livro do Cardeal Stanislaw Dziwisz “Uma vida com Karol”. (MT)

Fonte: RV

"SÃO PAULO VÊ NA CRUZ A MANIFESTAÇÃO MAIS ELOQUENTE DO AMOR A DEUS POR NÓS", DIZ BENTO XVI

Bento XVI convida à experiência da Cruz
Papa indica que «nas fraquezas, experimentamos o amor de Deus»
A cruz é exemplo de fraqueza, “sempre presente nas pessoas”, mas “ao aceitarmos a fraqueza da cruz, experimentamos o poderoso amor de Deus por nós”. Bento XVI reflectiu nesta manhã de Quarta-feira na teologia da cruz.
“A cruz tem um lugar principal na história da humanidade e é objecto contínuo da teologia paulina”, expressou o Papa na audiência geral na Praça de São Pedro.
“A cruz é «o centro do centro» do mistério cristão. Certamente a encarnação e ressurreição são mistérios centrais do cristianismo, mas São Paulo vê na cruz a manifestação mais eloquente do Amor de Deus por nós”, indicou o Papa.
A experiência de Paulo no caminho de Damasco, recordada pelo Papa na catequese, “mudou completamente a sua existência, marcada pelo significado central da Cruz. Paulo entendeu que Cristo morreu e ressuscitou por ele e por todos”.
Para o apóstolo, “Cristo crucificado é sabedoria porque manifesta em verdade quem é Deus e mostra-nos o amor que salva o homem de forma gratuita. Esta total gratidão é a verdadeira sabedoria”.
“Como sinal de amor e do amor pela humanidade sem pecado, a Cruz convida-nos a uma total sabedoria que aceita o dom gratuito e bondoso de Deus”, sublinhou Bento XVI.