DÚVIDAS? ... NO SITE OFÍCIAL DO ANO PAULINO VOCÊ ENCONTRARÁ O QUE DESEJA SABER

*********************************
Site ofícial: Anno Paolino - Basilica Papale San Paolo Fuori Le Mura, em quatro línguas, poderá ser encontrado tudo sobre o ANO PAULINO.
*********************************
.

TRANSLATOR GOOGLE

Mostrando postagens com marcador Apóstolo Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apóstolo Paulo. Mostrar todas as postagens

NA MENSSAGEM DE SÃO PAULO, BENTO XVI DESTACA "CENTRALIDADE DE CRISTO RESSUSCITADO"


Papa destaca «centralidade de Cristo ressuscitado» na mensagem de São Paulo


(22-10-2008) Bento XVI prosseguiu esta Quarta-feira o ciclo de catequeses dedicado à figura de São Paulo, destacando a “centralidade de Cristo ressuscitado” na mensagem paulina.
Durante a audiência geral desta semana, no Vaticano, o Papa destacou que Jesus Cristo não é um “princípio abstracto”, mas uma pessoa. É o “princípio para compreender o mundo”, mas também “uma pessoa que me amou, com a qual posso falar, que me escuta”.
Perante cerca de 20 mil pessoas, Bento XVI abordou os princípios da cristologia elaborada por São Paulo, sobretudo nas suas Cartas. O Apóstolo afirma “a centralidade de Cristo ressuscitado no mistério da salvação”, explicou.
“Para Paulo, há uma perfeita identidade salvífica entre Aquele que vive eternamente na glória e o Jesus terrestre”, disse na sua catequese.
Para o Papa, São Paulo procurou, sobretudo, “a edificação das comunidades nascentes, concentrando tudo sobre Cristo vivo e presente no meio dos seus”.
Como habitualmente, Bento XVI dirigiu-se aos “amados peregrinos de língua portuguesa”, desejando que “esta peregrinação a Roma encha de luz e fortaleza o vosso testemunho cristão, para confessardes Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vida: fora d'Ele, não há vida, nem esperança de a ter”.



Fonte: Ag. ECCLESIA

Igreja, fundamental no ensinamento de São Paulo



Bento XVI: Igreja, fundamental no ensinamento de São Paulo
Hoje durante a audiência geral



CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de outubro de 2008

-Oferecemos a seguir a catequese que o Papa pronunciou hoje diante dos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, por ocasião da audiência geral.


* * *


Queridos irmãos e irmãs:
Na catequese da quarta-feira passada, falei da relação de Paulo com o Jesus pré-pascal em sua vida terrena. A questão era: o que Paulo sabia sobre a vida de Jesus, suas palavras e sua paixão? Hoje quero falar do ensinamento de São Paulo sobre a Igreja. Devemos começar pela constatação de que esta palavra, «Igreja», como «Église» em francês ou «Chiesa» em italiano, está tomada do grego «ekklēsía». Procede do Antigo Testamento e significa a assembléia do povo de Israel, convocada por Deus, e particularmente a assembléia exemplar aos pés do Sinai. Com esta palavra agora se alude à nova comunidade dos crentes em Cristo que se sentem assembléia de Deus, a nova convocatória de todos os povos por parte de Deus e diante d’Ele. O vocábulo ekklēsía aparece só nos escritos de Paulo, que é o primeiro autor de um escrito cristão. Isso acontece no incipit da 1ª Carta aos Tessalonicenses, (cf. depois também à «Igreja dos Laodicenses», em Col 4, 16). Em outras cartas, ele fala da Igreja de Deus que está em Corinto (1 Cor 1, 2; 2 Cor 1, 1) e na Galícia (Gl 1,2 etc.) – Igrejas particulares, portanto – mas diz também ter perseguido «a Igreja de Deus», não uma determinada comunidade local, mas «a Igreja de Deus». Assim, vemos que a palavra «Igreja» tem um significado pluridimensional: indica, por um lado, as assembléias de Deus em determinados lugares (uma cidade, um país, uma casa), mas também toda a Igreja em seu conjunto. E assim vemos que «a Igreja de Deus» não é só a soma das distintas Igrejas locais, mas estas são, por sua vez, a realização da única Igreja de Deus. Todas juntas são a «Igreja de Deus», que precede cada Igreja local e que se expressa e realiza nelas.
É importante observar que quase sempre a palavra «Igreja» aparece com o acréscimo do esclarecimento «de Deus»: não é uma associação humana, nascida de idéias ou interesses comuns, mas de uma convocação de Deus. Ele a convocou e por isso é una em todas as suas realizações. A unidade de Deus cria a unidade da Igreja em todos os lugares onde se encontra. Mais tarde, na Carta aos Efésios, Paulo elaborará abundantemente o conceito de unidade da Igreja, em continuidade com o conceito de Povo de Deus, Israel, considerada pelos profetas como «esposa de Deus», chamada a viver uma relação esponsal com Ele. Paulo apresenta à única Igreja de Deus como «esposa de Cristo» no amor, um só espírito com o próprio Cristo. Sabe-se que o jovem Paulo havia sido adversário inflamado do novo movimento constituído pela Igreja de Cristo. Havia sido seu adversário, porque havia visto ameaçada neste novo movimento a fidelidade à tradição do povo de Deus, animado pela fé no Deus único. Esta fidelidade se expressava sobretudo na circuncisão, na observação das regras da pureza cultural, na abstenção de certos alimentos, no respeito do sábado. Os israelenses haviam pagado esta fidelidade com o sangue dos mártires no período dos Macabeus, quando o regime helenista queria obrigar todos os povos a conformar-se à única cultura helenista. Muitos israelenses haviam defendido com seu sangue a vocação própria de Israel. Os mártires haviam pagado com a vida a identidade de seu povo, que se expressava mediante estes elementos. Após o encontro com Cristo ressuscitado, Paulo entendeu que os cristãos não eram traidores; ao contrário, na nova situação, o Deus de Israel, mediante Cristo, havia estendido seu chamado a todos os povos, convertendo-se no Deus de todos os povos. Desta forma se realizava a fidelidade ao único Deus; já não eram necessários os sinais distintivos constituídos pelas normas e observâncias particulares, porque todos estavam chamados, em sua variedade, a fazer parte do único povo de Deus na «Igreja de Deus», em Cristo.
Uma coisa foi clara para Paulo na nova situação: o valor fundamental e fundante de Cristo e da «palavra» que anunciava. Paulo sabia que não só não se é cristão por coerção, mas que na configuração interna da nova comunidade, o componente institucional estava inevitavelmente ligado à «palavra viva», ao anúncio do Cristo vivo no qual Deus se abre a todos os povos e os une em um único povo de Deus. É sintomático que Lucas, nos Atos dos Apóstolos empregue muitas vezes, inclusive a propósito de Paulo, o sintagma «anunciar a palavra» (Atos 4, 29.31; 8, 25; 11, 19; 13, 46;14, 25; 16, 6.32), com a evidente intenção de evidenciar ao máximo o alcance decisivo da «palavra» do anúncio. Em concreto, esta palavra está constituída pela cruz e pela ressurreição de Cristo, na qual as Escrituras se realizaram. O mistério pascal, que provocou o giro de sua vida no caminho de Damasco, está obviamente no centro da pregação do Apóstolo (cf. 1 Cor 2, 2;15, 14). Este mistério, anunciado na palavra, realiza-se nos sacramentos do Batismo e da Eucaristia, e se torna realidade na caridade cristã. A obra evangelizadora de Paulo não tem outro fim senão implantar a comunidade dos crentes em Cristo. Esta idéia está dentro da própria etimologia do vocábulo ekklēsía, que Paulo, e com ele todo o cristianismo, preferiu ao outro termo, «sinagoga», não só porque originalmente o primeiro é mais «leigo» (derivando da práxis grega da assembléia política e não propriamente religiosa), mas também porque implica diretamente a idéia mais teológica de uma chamada ab extra, não uma simples reunião; os crentes são chamados por Deus, que os reúne em uma comunidade, sua Igreja.
Nesta linha, podemos compreender também o conceito original, exclusivamente paulino, da Igreja como «Corpo de Cristo». A respeito disso, é oportuno ter presente as duas dimensões deste conceito. Uma é de caráter sociológico, segundo a qual o corpo está formado por seus componentes e não existiria sem eles. Esta interpretação aparece na Carta aos Romanos e na Primeira Carta aos Coríntios, onde Paulo assume uma imagem que já existia na sociologia romana: ele diz que um povo é como um corpo com diferentes membros, cada um dos quais tem sua função, mas todos, inclusive os menores e aparentemente insignificantes, são necessários para que o corpo possa viver e realizar suas funções. Oportunamente, o Apóstolo observa que na Igreja há muitas vocações: profetas, apóstolos, mestres, pessoas simples, todos chamados a viver cada dia a caridade, todos necessários para construir a unidade viva deste organismo espiritual. A outra interpretação faz referência ao próprio Corpo de Cristo. Paulo sustenta que a Igreja não é só um organismo, mas se converte realmente em Corpo de Cristo no sacramento da Eucaristia, onde todos recebem seu Corpo e chegam a ser realmente seu Corpo. Realiza-se assim o mistério esponsal, que todos são um só corpo e um só espírito em Cristo. Assim, a realidade vai muito além da imaginação sociológica, expressando sua verdadeira essência profunda, ou seja, a unidade de todos os batizados em Cristo, considerados pelo Apóstolo como «um» em Cristo, conformados ao sacramento de seu Corpo.
Dizendo isso, Paulo mostra saber bem e nos dá a entender que a Igreja não é sua e não é nossa: a Igreja é o Corpo de Cristo, é «Igreja de Deus», «campo de Deus», edificação de Deus, ... «templo de Deus» (1 Cor 3, 9.16). Esta última designação é particularmente interessante, porque atribui a um tecido de relações interpessoais um termo que comumente servia para indicar um lugar físico, considerado sagrado. A relação entre a Igreja e o templo assume, portanto, duas dimensões complementares: por um lado, aplica-se à comunidade eclesial a característica de separação e pureza que tinha o edifício sagrado; mas por outro, supera-se também o conceito de um espaço material, para transmitir este valor à realidade de uma comunidade viva de fé. Se antes os templos eram considerados lugares da presença de Deus, agora se sabe e se vê que Deus não habita em edifícios feitos de pedra, mas que o lugar da presença de Deus no mundo é a comunidade viva dos crentes.
Um discurso à parte mereceria a qualificação de «povo de Deus», que em Paulo se aplica substancialmente ao povo do Antigo Testamento e depois aos pagãos, que eram «o não-povo» e que se converteram também em povo de Deus graças à sua inserção em Cristo mediante a palavra e o sacramento. E um último esboço. Na Carta a Timóteo, Paulo qualifica a Igreja de «casa de Deus» (1 Tm 3, 15); e esta é uma definição realmente original, porque se refere à Igreja como estrutura comunitária na qual se vivem calorosas relações interpessoais de caráter familiar. O Apóstolo nos ajuda a compreender cada vez mais o mistério da Igreja em suas distintas dimensões de assembléia de Deus no mundo. Esta é a grandeza da Igreja e a grandeza do nosso chamado: somos templo de Deus no mundo, lugar onde Deus habita realmente, e somos, ao mesmo tempo, comunidade, família de Deus, que é amor. Como família e casa de Deus, devemos realizar no mundo a caridade de Deus e ser, assim, com a força que vem da fé, lugar e sinal de sua presença. Oremos ao Senhor para que nos conceda ser cada vez mais sua Igreja, seu Corpo, o lugar da presença de sua caridade neste nosso mundo e em nossa história.

Fonte: ZENIT.org

LITURGIA PARA PAULO É SE COLOCAR POR INTEIRO A SERVIÇO DO PROJETO DE DEUS

Liturgia para Paulo é se colocar por inteiro a serviço do projeto de Deus
Afirma o padre Carlos Gustavo Haas, assessor da CNBB
Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO, terça-feira, 7 de outubro de 2008
-Para Paulo, «a liturgia que realmente agrada a Deus é nos colocarmos por inteiro a serviço do projeto de Deus, vivido por Jesus, o Filho de Deus», explica o assessor de liturgia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Em conferência na Semana Teológica do Instituto de Teologia e Filosofia Santa Teresinha, da diocese de São José dos Campos, na semana passada, o padre Carlos Gustavo Haas falou sobre a influência da teologia paulina na liturgia.
No início de sua explanação, o sacerdote recordou a epistemologia do termo liturgia, do grego «leitourgía», que pode ser entendido resumidamente por «serviço público». Citou ainda a definição da Sacrosanctum Concilium --constituição sobre Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II--, que afirma que a liturgia é considerada como “o exercício da função sacerdotal de Cristo”.
«Paulo usa a palavra liturgia para falar como prestação de serviço. Portanto, para ele, a palavra liturgia implica compromisso social, compromisso com a vida, com a caridade. Com efeito, em Jesus Cristo, o que vale é a fé agindo pelo amor», explica o sacerdote.
Paulo afirma que Deus lhe deu a graça de ser «liturgo» ou «ministro de Jesus Cristo junto dos pagãos», prestando um serviço sacerdotal ao Evangelho de Deus.
De acordo com padre Haas, além das considerações sobre o significado de liturgia como serviço, Paulo traz uma grande contribuição no que se entende por culto espiritual.
Em Romanos 12, ele afirma: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual”.
«Para Paulo, a liturgia que realmente agrada a Deus é nos colocarmos por inteiro a serviço do projeto de Deus, vivido por Jesus, o Filho de Deus», destaca.
«É muito fácil viver uma liturgia do templo, uma liturgia da Igreja apenas como templo. Mas é muito difícil fazer da nossa vida uma hóstia viva, santa, agradável a Deus.»
O assessor da CNBB explicou então que o termo “culto” tem raiz latina que significa “cultivar”. «Que significa cultuar a Deus?», questionou. Significa «cultivar no dia-a-dia, na celebração e na vida, aquilo que Deus é. O culto espiritual como compromisso, a exemplo de Jesus».
«Muitas missas, batismos, casamentos foram e ainda são oportunidade mais para justificar os esquemas deste mundo do que cultivar a vontade de Deus.»
«Cultiva-se às vezes o que eu quero, o que eu desejo, o que eu penso, e não cultivamos, não prestamos o culto a Deus. Em vez de servirmos a Deus, nós nos servimos de Deus. Este alerta São Paulo pode nos deixar», afirmou.
O assessor da CNBB disse que a liturgia tem de «nos levar a fazer justamente isso que Paulo disse em Gálatas 4: até que Cristo se forme em nós, em mim, em ti, em nós».
O Ano Litúrgico é isto, «uma maneira fantástica da gente cultivar os sentimentos de Jesus Cristo que vão sendo celebrados» ao longo do período.
«A Igreja não tem calendário litúrgico, ela tem o Ano Litúrgico, que é um itinerário onde a gente vai domingo por domingo, semana por semana cultivando essa Palavra, e ela vai penetrando, transformando a vida da gente.»
«Não é devoção; é cultivar, para que nós nos tornemos hóstias vivas, santas, agradáveis a Deus; isto é a liturgia, não é ritualismo. Precisa-se do rito, de uma ritualidade, mas não de ritualismo. Não é devoção, é celebração», enfatizou.
No contexto do Sínodo da Palavra de Deus, padre Haas afirmou que é preciso ouvir a Palavra com o coração.
Por isso, «precisamos do silêncio. Não só o silêncio da boca, mas o silêncio dos olhos, do ouvido, do coração, do nosso corpo. Vivemos num mundo tão barulhento. Temos missas tão barulhentas», lamentou.
«Esta experiência humana de acolher, ouvir, entender, obedecer à Palavra é fundamental para todos nós.»
O assessor da CNBB destacou que a Palavra não é uma simples mensagem. «Eu já ouvi tantas pessoas dizerem: “a mensagem do evangelho de hoje...”. A Palavra não é uma mensagem, ela é a verdade, é a vida, é Cristo. A Palavra é um acontecimento».

Fonte: ZENIT.org

PROGRAMA DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO PARA O ANO PAULINO

ANO SANTO PAULINO - PROGRAMAS


Oração a São Paulo Apóstolo - Patrono da Arquidiocese de São Paulo

Ó São Paulo, Patrono de nossa Arquidiocese, discípulo e missionário de Jesus Cristo: ensina-nos a acolher a Palavra de Deus e abre nossos olhos à verdade do Evangelho. Conduze-nos ao encontro com Jesus, contagia-nos com a fé que te animou e infunde em nós coragem e ardor missionário, para testemunharmos a todos que Deus habita esta Cidade imensa e tem amor pelo seu povo! Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, ó Santo Apóstolo de Jesus Cristo! Amem

IGREJAS DE PEREGRINAÇÃO E SUAS REGIÕES
As Igrejas abaixo relaçionadas são lugares de peregrinação e obtenção de indulgências especiais durante o Ano Santo Paulino.
PROGRAMAÇÃO DA FAMÍLIA PAULINA EM SÃO PAULO

CURSO - As cartas do Apóstolo Paulo
Data: setembro de 2008 a maio de 2009. Uma noite por mês.
Inscrições: Paulinas Livraria ou tel. (11) 5081-9330

CURSO - Paulo comunicador
Data: 3 e 4 de outubro de 2008 e 6 e 7 de fevereiro de 2009
Informações: Sepac - tel (11) 5571-9762

SIMPÓSIO
Tema:
- São Paulo, Apóstolo
Data: 24,25,26 de março de 2009
Informações: Fapcom: tel (11) 2139-8500

Fonte: Arquidiocese de São Paulo - SP - Brasil

CONVERSÃO DE PAULO COMO MODELO PARA A EVANGELIZAÇÃO DE HOJE


Conversão de Paulo como modelo para a evangelização de hoje
Bento XVI regressou ao Vaticano para a audiência geral e recordou o «encontro com Cristo vivo»
A conversão de Paulo foi o tema central da catequese desta Quarta-feira (03/09/2008 ), no Vaticano.
Bento XVI deixou esta manhã a residência de Verão de Castel Gandolfo, para ir ao Vaticano e encontrar os fiéis na Sala Paulo VI para a Audiência Geral.
O episódio na estrada de Damasco foi decisivo para a conversão de Paulo. Bento XVI explicou que “de feroz perseguidor da Igreja, o encontro com Cristo transformou Paulo num evangelizador zeloso”.
Nas suas cartas, Paulo descreve a sua experiência “não numa perspectiva de conversão, mas num chamamento para o apostolado”. Num primeiro momento “foi um encontro com o próprio Jesus, não com ideais ou conceitos”. Bento XVI sublinha que Paulo, “não encontrou apenas o Jesus histórico, mas o Cristo vivo que se revelou como salvador e Senhor”.
De forma similar “a nossa conversão não reside nas filosofias esotéricas e filosóficas, nem em códigos morais abstractos, mas no Cristo e no espírito”, apontou o Papa.
“Cristo define a nossa identidade de cristãos, e nele descobrimos o nosso sentido para a vida”. O Papa explicou que “somos cristãos se nos encontrarmos com Cristo. Não certamente como aconteceu com Paulo, de modo irresistível e luminoso. Mas também nós podemos encontrar Cristo na leitura das Escrituras, na oração, na vida litúrgica”, indicou.
“Transfigurados pelo encontro com Jesus, não podemos calar o anúncio aos outros. Que o possamos fazer sempre com uma alegre convicção”.
Saudando os peregrinos de várias línguas presentes na Sala Paulo VI, Bento XVI dirigiu palavras aos portugueses. “Ao saudar cordialmente todos os peregrinos e visitantes de língua portuguesa, dou as boas-vindas, em particular ao grupo de Escuteiros das Paróquias de São Pedro e Santa Maria de Óbidos e aos visitantes vindos de Portugal”.
Fonte: Ag. ECCLESIA

BENTO XVI FALA SOBRE SÃO PAULO


AUDIÊNCIA GERAL: PAPA CONDENA VIOLÊNCIAS CONTRA CRISTÃOS NA ÍNDIA E FALA SOBRE SÃO PAULO

Cidade do Vaticano,
- Bento XVI deixou na manhã de hoje a residência Apostólica de Castel Gandolfo para retornar ao Vaticano para o encontro com os fiéis na tradicional audiência geral na Sala Paulo VI.
Depois de um período de descanso na diocese de Bolzano-Bressanone, nordeste da Itália, o pontífice realizou duas audiências gerais, nos dias 13 e 20 do corrente, na Residência Apostólica de Castel Gandolfo.
A última audiência geral realizada no Vaticano foi no dia 2 de julho último.
Na audiência de hoje o Papa retomou as catequeses paulinas, detendo-se sobre alguns pontos da biografia de São Paulo, e fez um apelo pela situação na Índia.Sobre os últimos acontecimentos naquele país o Papa disse que recebeu com profunda tristeza as notícias sobre as violências contra as comunidades cristãs no Estado indiano de Orissa, iniciadas após o deplorável assassinato do líder hindú Swami Lakshmananda Saraswati.
Até agora – disse o Santo Padre – algumas pessoas foram assassinadas e outras ficaram feridas. Ao mesmo tempo foram destruídos centros de culto, propriedades da Igreja e habitações privadas.“Enquanto condeno com firmeza todo tipo de ataque à vida humana, cuja sacralidade exige o respeito de todos, - disse o Papa - exprimo espiritual proximidade e solidariedade aos irmãos e às irmãs na fé tão duramente provados.
Peço ao Senhor que os acompanhe e os sustente neste tempo de sofrimento e que conceda a eles a força para continuarem no serviço de amor em favor de todos”. Enfim o Santo Padre convidou os líderes religiosos e as autoridades civis a trabalharem juntos a fim de restabelecer entre os membros das várias comunidades a convivência pacífica e a harmonia que sempre foram o sinal distintivo da sociedade indiana.
Momentos antes durante a catequese o Papa recordou a figura de São Paulo, o Apóstolo que nasceu em Tarso na Cilícia. Hebreu da diáspora, falava grego, apesar de ter um nome de origem latina, e tinha cidadania romana.
Talvez aprendeu de seu pai a tecer a lã para fabricar tendas de campanha, disse o Papa. Transferiu-se para Jerusalém com cerca de 12 anos, foi formado pelo Rabino Gamaliel, o Velho, nas rígidas normas do farisaísmo, mostrando um grande zelo pela Lei Mosaica, o que o levou a perseguir os cristãos.
“A sua vida experimentou uma grande mudança na estrada de Damasco, - continuou Bento XVI - chegando a ser um apóstolo incansável do Evangelho. Realizou três viagens missionárias: a primeira com Barnabé; a segunda escolheu como companheiros Silas e Timóteo.
Durante a terceira viagem Paulo foi preso em Jerusalém pelos judeus por causa de um mal-entendido”.
Após permanecer um tempo na prisão, o Procurador Porcio Festo, intercedeu junto a César e o enviou a Roma, onde passou dois anos numa casa custodiado por um soldado.Tradições sucessivas – disse ainda o Papa - falam que Paulo foi libertado e pôde realizar uma viagem a Espanha e outra ao Oriente.
Outras tradições assinalam que foi preso uma segunda vez, terminando os seus dias martirizado. Que o exemplo do Apóstolo - concluiu Bento XVI - nos sirva de estímulo constante para o nosso compromisso eclesial.Após a conclusão da audiência geral o Papa retornou de helicóptero a Castel Gandolfo. (SP)
Fonte: RV

ANO PAULINO: BISPOS ARGENTINOS PROMOVEM ENCONTRO

BISPOS ARGENTINOS PROMOVEM ENCONTRO SOBRE ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO NO ÂMBITO DO ANO PAULINO
Foto noturna da cidade de Mar del Plata - Argentina

Buenos Aires, 05 ago (RV) - Escuta e troca de experiências ecumênicas e inter-religiosas com o objetivo de colocar em comum luzes e sombras e desafios da própria realidade, e de expressar pedidos a serem feitos aos bispos ou às comissões diocesanas para melhorar o caminho do diálogo: são essas as finalidades do encontro nacional dos delegados para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso na Argentina, que se realizará em Mar del Plata de 12 a 14 de setembro próximo.

A iniciativa é promovida pela Comissão para o ecumenismo da Conferência Episcopal Argentina que, no quadro do Ano Paulino, indicou os seguintes temas: o cristianismo e as religiões; missão e diálogo; São Paulo discípulo e missionário.Os temas serão apresentados pelo bispo auxiliar de La Plata, Dom Antonio Marino, o presbítero Gabriel Mestre, e Irmã Josefina Llach.

São muitos os encontros programados, disse o secretário executivo da referida Comissão para o ecumenismo, Pe. Fernando Giannetti: Um encontro inter-religioso organizado pela Comissão diocesana para o ecumenismo e o diálogo de Mar del Plata; um encontro com os delegados, que quer ser um espaço de escuta do qual poderão participar aqueles que assistiram precedentemente aos encontros nacionais argentinos para o ecumenismo e o diálogo, bem como os introduzidos pelos delegados de instituições e movimentos católicos.

Ademais, foi divulgado que, como todos os anos, os participantes se beneficiarão da contribuição da Comissão episcopal de ajudas às regiões em dificuldade para cobrir as despesas de transporte, de modo a favorecer a presença de um maior número de dioceses. (RL)
Fonte: RV

EXPOSIÇÃO ITINERANTE SOBRE O OPÁSTOLO PAULO

Portugal: exposição itinerante sobre São Paulo


Foto noturna de Lisboa - Portugal

LISBOA,
- «Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo» é o nome da exposição itinerante organizada pela Paulus Editora e que durante o Ano Paulino (de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009) irá percorrer algumas dioceses de Portugal.
Com o intuito de dar a conhecer, de uma forma simples e didática, a figura e a obra do apóstolo, a exposição é constituída por 4 módulos.
Trata-se de uma «breve cronologia de São Paulo, a conversão, a missão e as suas cartas»; «as viagens de São Paulo»; «ouvir São Paulo (passagens das suas cartas lidas por personalidades da sociedade portuguesa)»; «Quizz São Paulo (perguntas e respostas sobre São Paulo)».
Mais informações em http://www.saopauloapostolo.net/
Fonte: ZENIT.org

IGREJA PRÕE UMA VIAGEM COM O APÒSTOLO PAULO

Igreja propõe uma viagem com Paulo de Tarso
«Com a cabeça e com o coração», afirma bispo de Vila Real

D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real
Por Alexandre Ribeiro

VILA REAL, quinta-feira, 10 de julho de 2008 (ZENIT.org).
- Em tempos em que se mantém a separação da razão e do sentimento, a Igreja propõe aos fiéis católicos uma viagem com Paulo de Tarso que se faz «com a cabeça e o coração, com a vida inteira», afirma um bispo português.
Em mensagem aos fiéis com o tema do Ano Paulino, D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real, explica que a separação da inteligência e do coração, iniciada na filosofia grega, prossegue até hoje, quando se incarna «em duas direções absolutizadas: a técnica e o hedonismo».
«A técnica é a rainha do chamado mundo do conhecimento, é ela que ‘decide’ o que verdadeiramente existe, o real - o que existe é o que sabemos fazer e produzir.»
Já o hedonismo «é o império do sentimento, ouvindo-se dizer por todo o lado, de um modo amolecido, quase oposto ao dito de Descartes: sinto, logo existo».
Deste modo --prossegue o bispo--, «ao lado da atitude racionalista e fria do mundo da tecnologia, campeia hoje o mundo das sensações e emoções, e esses dois mundos aí estão de mãos dadas a ocupar todo o espaço intelectual e do trabalho».
«São as duas partes do homem partido que se reclamam uma à outra», afirma.
Segundo D. Joaquim Gonçalves, nos textos paulinos, «o homem que aparece é o homem bíblico, o homem unido e unificado, cabeça e coração, embora já surjam alguns sinais da linguagem grega».
«Neste sentido, a viagem do Ano Paulino faz-se, portanto, com o coração bíblico, isto é, com inteligência e afeto unidos, a pensar e a sentir, a estudar e a rezar, conosco e com os outros.»
Tudo isso «de um modo semelhante ao que usamos na liturgia da Palavra na Eucaristia: escutando a leitura, analisando o texto, enriquecendo-os com os lugares paralelos, comparando-o com a vida pessoal e social, rezando e cantando.»
D. Joaquim Gonçalves considera que a «grande tentação» no uso da Bíblia «é fugir para o comportamento racionalista ocidental, vaidoso e estéril, a vaidade de acumular curiosidades sobre Paulo e a sociedade do seu tempo, ‘para saber’ e não ‘para dar volta à vida’.
«Nas relações com Deus é essencial usar o ‘coração bíblico’, a paixão profunda da pessoa, a força interior da reflexão encantada, a audácia alegre, a ternura inteligente e a inteligência aquecida», afirma.
Segundo D. Joaquim, portanto, neste Ano Paulino, «a nossa viagem com S. Paulo faz-se com a cabeça e o coração, com a vida inteira, aceitando dar os tombos que forem precisos».
Fonte ZENIT.org

ESTUDOS SOBRE O APÓSTOLO PAULO

Semana Teológica da arquidiocese de Brasília promove estudo sobre o apóstolo Pauloquinta
Catedral de Brasília

10 de julho de 2008
O Seminário Nossa Senhora de Fátima, da arquidiocese de Brasília, promoverá, de 25 a 29 de agosto, a Semana Teológica com o tema Paulo, discípulo missionário de Jesus Cristo.
O evento, que acontecerá no Colégio Cor Jesu, em Brasília, está em consonância com o Ano Paulino. O objetivo é promover um estudo sobre a figura de Paulo, para conhecer cada vez mais a riqueza dos ensinamentos deste apóstolo.
Durante o seminário, serão abordados temas como: Trajetória do Apóstolo Paulo; Carta aos Filipenses; A personalidade missionária de São Paulo, a partir da arqueologia de Corinto; Filiação Divina na Carta aos Gálatas.
Entre os palestrantes estão: Matthias Grenzer, professor no Centro Universitário Assunção; Pe. Fernando José Carneiro, professor de Filosofia no Instituto São Boaventura de Teologia e Filosofia e professor do Curso de Filosofia do Centro Universitário Assunção; Pe. Pierre Bougie, especialista em Bíblia, de Montreal, Canadá; Pe. Waldemar Passini, reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianey, de Goiânia (GO).
A missa de encerramento será presidida pelo arcebispo emérito de Brasília, cardeal José Freire Falcão.
Informações e inscrições: (61) 3253-9318 ou pelo e-mail: foremar@hotmail.com
Fonte: CNBB

SÃO PAULO, MODELO DE EVANGELIZAÇÃO

Ásia contempla São Paulo como modelo de evangelização
Afirma o cardeal indiano Vithayathil

NOVA DÉLI, quinta-feira, 3 de julho de 2008 .
- «Revitalizar o zelo missionário e o espírito no anúncio da boa nova»: esta é a tarefa que corresponde à Igreja na Índia, mas em geral também em toda a Ásia, por ocasião do Ano Paulino, em palavras do cardeal indiano e arcebispo maior de Ernakulam-Angamaly dos sírio-malabares, Varkey Vithayathil.
O cardeal, que é também presidente da Conferência Episcopal da Índia, em uma declaração à agência Ásia News, recolhida ontem pelo jornal Vaticano «L’Osservatore Romano», sublinha o valor do evento para a evangelização do continente.
O purpurado afirma: «Nas celebrações do segundo milênio do nascimento de São Paulo, a Igreja deve sobretudo revitalizar seu zelo missionário e o espírito no anúncio da boa notícia a todos os povos. São Paulo foi o maior missionário da história e sua vida e pregação são o elemento mais importante para a Índia e a Ásia, sobretudo neste nosso tempo».
O cardeal recorda que, no último encontro dos bispos indianos, sublinhou com força a necessidade de que a Igreja realizasse uma nova evangelização. O purpurado afirma: «Eu disse aos bispos da Índia que o trabalho social não é suficiente. O trabalho social é evangelização indireta, mas a Igreja na Índia, com franqueza, deve pregar Jesus Cristo».
E acrescenta: «Pregar o Evangelho e anunciar a Boa Nova da salvação é a maior caridade que a Igreja pode oferecer na Índia e na Ásia. Esta caridade tem o poder de transformar a vida das pessoas, até cobrir a existência cotidiana de uma nova dignidade. Esta é a missão da Igreja e de cada cristão batizado».
Em sua intervenção, o purpurado convidou à leitura das cartas do santo, recordando que são essenciais para os bispos, os sacerdotes e os leigos, porque instruem sobre a fora em que a vida de cada ser humano pode converter-se em testemunho de Jesus.
Em especial, o purpurado citou algumas palavras do apóstolo dos povos, referindo-se à difícil situação na qual vivem algumas comunidades cristãs no país: «combati um bom combate, terminei minha corrida, conservei a fé. Agora me resta só a coroa da justiça».
O presidente dos bispos comentou: «Não há nada mais valioso que esta coroa de justiça. Deveria ser este o espírito que nos anima na Índia, no clima de intolerância contra os cristãos que se respira em muitos estados indianos, e com as leis anti-conversão que queriam apagar o espírito evangélico».
E sublinhou: «Este zelo indômito do apóstolo deveria aumentar o espírito evangélico no coração de todos nós na Índia: evangelizar na esperança, comunicando Jesus às pessoas. Hoje em dia é importante viver o Evangelho com radicalidade, e nosso modelo é São Paulo».
Para o cardeal, o apóstolo dos povos mostra aquilo que um cristão busca pregando o Evangelho. O santo é modelo de evangelização em toda a Ásia e sobretudo para a Igreja perseguida na Índia. O purpurado afirmou que São Paulo foi o apóstolo dos pagãos e foi perseguido por causa de Jesus Cristo.
Contudo, apontou, «isso não diminuiu seu zelo. Viajou de um lado a outro no mundo de então, com todas as dificuldades que havia naqueles tempos. Teve de sofrer hostilidades e perigos, procurando converter os povos à nova fé. Suportou com tenacidade tudo isso, chegando ao cumprimento de sua obra. Por último, foi decapitado».
O cardeal destacou o valor extremo do santo até consumir-se no amor de Cristo. Para o presidente dos bispos, este é o caminho que a Igreja deve seguir: «Paulo estava tão consumido pelo amor de Jesus, que sofreu com valor também as perseguições. Nunca usou a força ou a sedução, uma acusação que com freqüência se faz contra os cristãos na Índia, senão que ele pregava e as pessoas acreditavam».E concluiu: «Isso deveria ser feito na Índia e na Ásia. Infelizmente, a perseguição nos atemoriza e nosso zelo esfria, assim apagamos nossa pregação. É urgente que a luz da ressurreição brilhe sobre as gerações presentes. Mas isso exige que vós e eu anunciemos a todos os povos o Senhor ressuscitado».
Fonte: ZENIT.org

BENTO XVI INICIA CICLO DE CATEQUESES

AUDIÊNCIA GERAL: BENTO XVI INICIA CICLO DE CATEQUESES DEDICADAS A SÃO PAULO.

Cidade do Vaticano, 02 jul (RV) - À distância de poucos dias do início do Ano Paulino, Bento XVI iniciou esta manhã um novo ciclo de catequeses dedicadas ao Apóstolo dos Gentios. De fato, na audiência geral realizada na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Santo Padre ofereceu aos presentes uma reflexão sobre o ambiente no qual viveu e atuou São Paulo, reiterando a atualidade dessa figura “quase inimitável”.
Uma figura, acrescentou, da qual os cristãos do nosso tempo ainda têm muito a aprender.
A audiência geral desta manhã foi a última antes de um período de repouso de verão europeu, que será interrompido por ocasião do Dia Mundial da Juventude de Sydney.
E no final desta tarde, às 18h locais, o pontífice deixou a residência apostólica vaticana transferindo-se de helicóptero para a residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo.
Mas voltemos à catequese desta manhã.
É justo reservar um lugar particular a São Paulo, não somente na veneração, “mas também no esforço de compreender aquilo que tem a dizer também a nós, cristãos de hoje”: foi a exortação dirigida por Bento XVI aos fiéis em sua primeira catequese dedicada ao Apóstolo dos Gentios: “O apóstolo Paulo, figura excelsa e quase inimitável, mas sempre estimuladora, está diante de nós como exemplo de total dedicação ao Senhor e à sua Igreja, bem como de grande abertura à humanidade e às suas culturas.”
Por outro lado, observou, “não é possível compreender adequadamente São Paulo sem colocá-lo no contexto tanto judaico quanto pagão de seu tempo”. Por isso, o pontífice quis iniciar esse ciclo de catequeses sobre São Paulo detendo-se justamente sobre o ambiente no qual o Apóstolo viveu e atuou.
Um contexto sociocultural de dois mil anos atrás, ressaltou o papa, que sob vários aspectos não difere do de hoje. Em tal âmbito, disse, um fator primário a ser considerado é a relação entre o ambiente no qual Paulo nasceu e o contexto no qual sucessivamente se inseriu.São Paulo, recordou o pontífice, vem de uma cultura bem precisa, a cultura do povo de Israel.
Os judeus, explicou, representavam então cerca de 10% da população total do império romano: “Seus credos e o seu estilo de vida, como se dá ainda hoje, os distinguiam nitidamente do ambiente circunstante; e isso podia ter dois resultados: ou a zombaria, que podia levar à intolerância, ou a admiração, que se expressava em várias formas de simpatia como no caso dos temerosos de Deus ou dos prosélitos.
”Havia quem, como Cícero, desprezava os judeus, e quem, ao invés, como Júlio César, lhes havia reconhecido direitos particulares.
Portanto, também Paulo é objeto de uma “dupla, contrastante avaliação”. Todavia, ressaltou, o particularismo da religião judaica encontrava tranqüilamente lugar dentro do império romano: “Será mais difícil e sofrida a posição do grupo daqueles, judeus e gentios, que aderiram com fé à pessoa de Jesus de Nazaré, na medida em que eles se distinguiam tanto do judaísmo quanto do paganismo imperante.”
Em todo caso, acrescentou, o empenho de Paulo foi favorecido por dois fatores: a cultura grega, ou melhor, helenista, e a estrutura político-administrativa do império romano que garantia paz e estabilidade da Britânia ao Egito.
A visão universalista típica da personalidade de São Paulo, prosseguiu, “deve certamente o seu impulso de base à fé em Jesus Cristo, na medida em que a figura do Ressuscitado se coloca acima de toda e qualquer limitação particularista”.
Todavia, observou Bento XVI, também a situação cultural e ambiental de seu tempo não pode deixar de ter tido uma influência em suas escolhas: “Há quem tenha definido Paulo como ‘homem de três culturas’, considerando a sua matriz judaica, a sua língua grega, e a sua prerrogativa de ‘civis romanus’ (cidadão romano, ndr), como atesta também o nome de origem latina.”Deve-se fazer uma menção particular à filosofia estóica que influenciou, embora de modo marginal, também o cristianismo, disse o papa. E citou alguns filósofos como Zenon e Sêneca nos quais se encontram “valores altíssimos de humanidade e sabedoria” acolhidos pelo cristianismo: “Basta pensar, por exemplo, na doutrina do universo entendido como um único grande corpo harmonioso, e conseqüentemente na doutrina da igualdade entre todos os homens sem distinções sociais, na equiparação ao menos em princípio entre o homem e a mulher, e depois no ideal da moderação, da justa medida e do domínio de si para evitar todo excesso.”
No momento das saudações em várias línguas, que se dá após a catequese da audiência geral, o pontífice encorajou os jovens a serem “pedras vivas” da Igreja vivendo o Evangelho com generosidade e responsabilidade.
Saudando os presentes de língua portuguesa, eis o que disse o Santo Padre: “Amados peregrinos vindos do Brasil e todos os presentes de língua portuguesa, de coração vos saúdo com votos de que esta vossa paragem junto do túmulo dos Príncipes dos Apóstolos, Pedro e Paulo, revigore os laços cristãos que fazem de todos nós a mesma e única Igreja espalhada até aos confins do mundo.
Que o amor de Deus reine nos vossos corações… e a terra será nova. As maiores felicidades para cada um de vós e vossos queridos, com a Bênção que vos dou em nome do Senhor.”
Fonte: RV

NA AUDIÊNCIA GERAL BENTO XVI FALA SOBRE SÃO PAULO

BENTO XVI ENCONTRA-SE COM OS FIÉIS NA AUDIÊNCIA GERAL E FALA SOBRE SÃO PAULO.
Cidade do Vaticano, 02 jul (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se nesta manhã com os fiéis e peregrinos reunidos na Sala Paulo VI para a habitual audiência geral das quartas-feiras.
O Santo Padre iniciou um ciclo de catequeses dedicadas ao Apóstolo Paulo, buscando compreender a atualidade de sua mensagem.
Hoje – disse o Santo Padre – nos referimos ao ambiente sócio-cultural daquela época, que tem muitas semelhanças com a nossa.
“Paulo provém de uma cultura concreta, a do povo de Israel e sua tradição, que se distinguia nitidamente do ambiente circunstante. Por sua vez, - disse o Papa - a difusão da cultura helenística e a estrutura político-administrativa do Império Romano, que representavam um tecido cultural de base comum, favoreceram em grande parte a sua atividade”.
Ainda que a visão universal própria de São Paulo se deva sobretudo à sua fé em Cristo, o contexto cultural de seu tempo, no qual se destaca a filosofia estóica, com seus altos valores de humanidade e de sabedoria, teve também nele um grande influxo.
Apesar da religião tradicional estar em crise, especialmente em seus aspectos mitológicos e cívicos, buscava-se uma verdade mais autêntica sobre Deus.
Assim, a pregação paulina, com toda a profunda originalidade da mensagem cristã, se sintoniza com a sensibilidade religiosa e o lado cultural de seu tempo.
Na conclusão do encontro o Santo Padre dirigiu a sua saudação aos fiéis e peregrinos presentes na Sala Paulo VI em várias línguas, entre as quais o português:“Amados peregrinos vindos do Brasil e todos os presentes de língua portuguesa, de coração vos saúdo com votos de que esta vossa paragem junto do túmulo dos Príncipes dos Apóstolos, Pedro e Paulo, revigore os laços cristãos que fazem de todos nós a mesma e única Igreja espalhada até aos confins do mundo.
Que o amor de Deus reine nos vossos corações… e a terra será nova. As maiores felicidades para cada um de vós e vossos queridos, com a Bênção que vos dou em nome do Senhor”. (SP)
Fonte: RV

COM O ANO PAULINO, VAMOS APRENDER DE PAULO A FÉ E A VERDADE


COM O ANO PAULINO, VAMOS APRENDER DE PAULO A FÉ E A VERDADE NAS QUAIS ESTÃO RADICADAS AS RAZÕES DA UNIDADE DOS DISCÍPULOS DE CRISTO: A BERTURA DO ANO PAULINO NA BASÍLICA DE SAO PAULO FORA DOS MUROS

Cidade do Vaticano, 28 jun (RV) - O Santo Padre, com a participação do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, abriu o ano jubilar dedicado a São Paulo, nos 2000 anos do seu nascimento, iniciativa que fora anunciada há precisamente um ano por Bento XVI.

O “Ano Paulino” estende-se até 29 de junho de 2009, procurando dar a conhecer uma das figuras mais importantes no nascimento e expansão do Cristianismo. A cerimônia de abertura foi presidida pelo papa, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na qual foi aberta uma “Porta Paulina” (simétrica à Porta Santa), dando assim início às peregrinações a locais escolhidos (12 em Roma) e foi acesa a Chama Paulina que arderá ao longo de todo o ano.

Na sua homilia, o papa deu destaque à figura de Paulo como “Mestre dos Gentios”, palavra que se abre ao futuro, a todos os povos e a todas as gerações; Paulo, disse Bento XVI, não é para nós uma figura do passado, que lembramos com veneração, mas é também o nosso mestre, apóstolo e anunciador de Cristo também para nós”.

Paulo quer falar conosco hoje, frisou Bento XVI e por isto “eu quis convocar este Ano Paulino especial: para ouvi-lo e para aprender agora dele, como nosso mestre, a fé e a verdade nas quais estão radicadas as razões da unidade dos discípulos de Cristo.

“Nesta perspectiva – explicou o Pontífice – eu quis acender, para este bimilenário do nascimento do Apóstolo, uma especial «Chama Paulina» que permanecerá acesa durante todo o ano... Para dar solenidade a este evento inaugurei a chamada “Porta Paulina” pela qual entrei na Basílica acompanhado pelo Patriarca de Constantinopla, pelo cardeal Arcipreste e por outras autoridades religiosas”.

Falando de Paulo como homem combativo, que sabe manejar a espada da palavra, o papa frisou o que o prpóprio Apóstolo diz na carta aos Tessalonicenses: “Ousamos pregar-vos o Evangelho de Deus em meio de muita contradição, mas nunca usamos de adulação, nem fomos levados por interesse algum”. “A verdade – ponderou o papa - era para ele grande demais para estar disposto a sacrificá-la em vista de um sucesso externo”. O Santo Padre falou também da relação entre amor e liberdade, entendendo a liberdade não como livre arbítrio, como possibilidade de fazer o que se quer, mas de agir segundo a verdade.

“A Igreja, disse Bento XVI, não é uma associação que quer promover uma determinada causa. Nela não se trata de uma causa, mas da pessoa de Jesus Cristo, que mesmo depois de ressuscitado permanece sendo “carne” e está pessoalmente presente na sua Igreja como “chefe e corpo” dado por nós no mistério eucarístico.

Também o patriarca Bartolomeu I pronunciou uma breve homilia na qual destacou que a “a conversão radical e o querigma apostólico de Saulo de Tarso sacudiram a história no sentido literal do termo e esculpiram a própria identidade cristã”: fazendo o conúbio entre língua grega e mentalidade romana do seu tempo – destacou Bartolomeu I – Paulo despojou a cristandade, de uma vez por todas, de toda limitação mental, e forjou para sempre o fundamento católico da Igreja ecumênica”. (PL)

Fonte: RV

"POSSA O ANO PAULINO AJUDAR O POVO CRISTÃO A RENOVAR O COMPROMISSO ECUMÊNICO"


ENCONTRO DE BENTO XVI NO VATICANO COM BARTOLOMEU I: "POSSA O ANO PAULINO AJUDAR O POVO CRISTÃO A RENOVAR O COMPROMISSO ECUMÊNICO"

Cidade do Vaticano, 28 jun (RV)
- Valorizar a extraordinária herança teológica e espiritual de São Paulo para revigorar o compromisso ecumênico: foi esta a exortação e o encorajamento que Bento XVI fez a todos os fiéis, por ocasião do encontro que teve, esta manhã, com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I.

“Possa o Ano Paulino ajudar o povo cristão a renovar o compromisso ecumênico, e se intensifiquem as iniciativas comuns no caminho para a comunhão entre todos os discípulos de Cristo.”

O Papa disse que São Paulo nos indica “um caminho seguro para manter a unidade e, no caso da divisão, para recompô-la. No encontro fraterno com Bartolomeu I, Bento XVI deu destaque à figura do Apóstolo dos Gentios, a poucas horas do início do Ano Paulino destinado “a promover uma reflexão cada vez mais profunda sobre a herança teológica e espiritual deixada à Igreja” por São Paulo, com a sua vasta e profunda obra de evangelização”.

Bento XVI destacou que a presença de Bartolomeu I é certamente um sinal encorajador do caminho para a comunhão, reiterando que a troca de visitas por ocasião da celebração dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros da Igreja de Roma, assim como de Santo André, Padroeiro da Igreja de Constantinopla, “são sempre ocasiões importantes para conversações fraternas e momentos comuns de oração”.

O Papa manifestou alegria pela convocação, também por parte do Patriarca Ecumênico, de um Ano Paulino: “Esta feliz coincidência – disse Bento XVI – evidencia as raízes da nossa comum vocação cristã e a significativa sintonia, que estamos vivendo, de sentimentos e de empenhos pastorais. Por isto, dou graças ao Senhor Jesus Cristo que, com a força do seu Espírito, guia os nossos passos para a unidade”.

O Pontífice sublinhou que “São Paulo nos lembra que a plena comunhão de todos os cristãos encontra o seu fundamento em um só Senhor, uma só fé, um só batismo”, e acrescentou: “No nosso mundo em que se está consolidando o fenômeno da globalização, mas que apesar disto, continuam a persistir divisões e conflitos, o homem sente uma crescente necessidade de certezas e de paz”. Mas, ao mesmo tempo, advertiu o papa, o homem fica perdido e quase seduzido por certa cultura hedonista e relativista, que coloca em dúvida a própria existência da verdade”. Também neste caso, São Paulo vem em nosso ajuda, disse Bento XVI: “As indicações do Apóstolo são propícias para encorajar os esforços destinados à busca da plena unidade dos cristãos, tão necessária para oferecer aos homens do terceiro milênio um testemunho cada vez mais luminoso de Cristo, Caminho, Verdade e Vida”. “Só em Cristo e no Evangelho - observou o papa – a humanidade pode encontrar resposta às suas expectativas mais íntimas”.

Por sua vez, o Patriarca Bartolomeu I agradeceu Bento XVI pelo convite a participar na abertura do Ano Paulino e lembrou a histórica visita do Bispo de Roma ao Patriarcado Ecumênico, em Istambul, em novembro de dois anos atrás. “Estas visitas, disse o Patriarca Ecumênico, ofereceram a possibilidade de encontros fundamentais entre as nossas Igrejas. Eventos que são a expressão tangível de uma mais aprofundada comunicação através do diálogo teológico, na orante esperança de uma plena comunhão sacramental no Corpo de Cristo.

(PL)O Santo Padre, com a participação do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, abriu o ano jubilar dedicado a São Paulo, nos 2000 anos do seu nascimento, iniciativa que fora anunciada há precisamente um ano por Bento XVI.

O “Ano Paulino” estende-se até 29 de junho de 2009, procurando dar a conhecer uma das figuras mais importantes no nascimento e expansão do Cristianismo.

A cerimônia de abertura foi presidida pelo papa, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na qual foi aberta uma “Porta Paulina” (simétrica à Porta Santa), dando assim início às peregrinações a locais escolhidos (12 em Roma) e foi acesa a Chama Paulina que arderá ao longo de todo o ano. Na sua homilia, o papa deu destaque à figura de Paulo como “Mestre dos Gentios”, palavra que se abre ao futuro, a todos os povos e a todas as gerações; Paulo, disse Bento XVI, não é para nós uma figura do passado, que lembramos com veneração, mas é também o nosso mestre, apóstolo e anunciador de Cristo também para nós”.

Paulo quer falar conosco hoje, frisou Bento XVI e por isto “eu quis convocar este Ano Paulino especial: para ouvi-lo e para aprender agora dele, como nosso mestre, a fé e a verdade nas quais estão radicadas as razões da unidade dos discípulos de Cristo. “Nesta perspectiva – explicou o Pontífice – eu quis acender, para este bimilenário do nascimento do Apóstolo, uma especial «Chama Paulina» que permanecerá acesa durante todo o ano...

Para dar solenidade a este evento inaugurei a chamada “Porta Paulina” pela qual entrei na Basílica acompanhado pelo Patriarca de Constantinopla, pelo cardeal Arcipreste e por outras autoridades religiosas”.

Falando de Paulo como homem combativo, que sabe manejar a espada da palavra, o papa frisou o que o prpóprio Apóstolo diz na carta aos Tessalonicenses: “Ousamos pregar-vos o Evangelho de Deus em meio de muita contradição, mas nunca usamos de adulação, nem fomos levados por interesse algum”. “A verdade – ponderou o papa - era para ele grande demais para estar disposto a sacrificá-la em vista de um sucesso externo”.

O Santo Padre falou também da relação entre amor e liberdade, entendendo a liberdade não como livre arbítrio, como possibilidade de fazer o que se quer, mas de agir segundo a verdade.“A Igreja, disse Bento XVI, não é uma associação que quer promover uma determinada causa. Nela não se trata de uma causa, mas da pessoa de Jesus Cristo, que mesmo depois de ressuscitado permanece sendo “carne” e está pessoalmente presente na sua Igreja como “chefe e corpo” dado por nós no mistério eucarístico.

Também o patriarca Bartolomeu I pronunciou uma breve homilia na qual destacou que a “a conversão radical e o querigma apostólico de Saulo de Tarso sacudiram a história no sentido literal do termo e esculpiram a própria identidade cristã”: fazendo o conúbio entre língua grega e mentalidade romana do seu tempo – destacou Bartolomeu I – Paulo despojou a cristandade, de uma vez por todas, de toda limitação mental, e forjou para sempre o fundamento católico da Igreja ecumênica”. (PL)
Fonte: RV

ANO PAULINO

Neste dia 28 de junho de 2008 terá início o Ano Paulino.
Foi o que anunciou, o arcipreste da basílica romana de São Paulo Extramuros, cardeal Andréa Cordero Lanza di Montezemolo, juntamente com o prior da abadia da basílica, dom Johannes Paul Abrahamowicz e o delegado para a administração, Píer Carlo Visconti. O Ano Paulino, que prosseguirá até o dia 29 de junho de 2009, foi convocado pelo papa Bento XVI no dia 28 de junho do ano passado, durante a celebração das vésperas de São Pedro e São Paulo, com o objetivo de comemorar o segundo milênio do nascimento do Apóstolo dos Gentios.
Segundo o cardeal Montezemolo, na convocação, o papa assinalou a dimensão ecumênica do evento, já que São Paulo, “particularmente empenhado em levar a Boa Nova a todos os povos, se dedicou completamente em favor da unidade e da concórdia de todos os cristãos”.
“O Ano Paulino brindará a ocasião para redescobrir a figura do apóstolo, reler suas numerosas cartas dirigidas às primeiras comunidades cristãs, reviver os primeiros tempos da Igreja, aprofundar em seus ricos ensinamentos aos gentios, meditando em sua vigorosa espiritualidade de fé, esperança e caridade, peregrinar pelos numerosos lugares que visitou, fundando as primeiras comunidades eclesiais, revitalizar a fé e o papel da Igreja de hoje à luz de seus ensinamentos, rezar e trabalhar pela unidade de todos os cristãos em uma Igreja unida”, acrescentou o cardeal.
Entre as atividades previstas estão os programas pastoral, que compreende celebrações litúrgicas cotidianas ordinárias e extraordinárias, encontros de oração e sacramento da penitência; religioso cultural, com catequeses sobre São Paulo, conferências, congressos e concertos; de peregrinações pela basílica e em outros lugares paulinos em Roma e fora da cidade; cultural e artístico, com exposições, conferências, publicações e selos paulinos, cunhagem de uma medalha do bimilênio, emissão por parte do Governo do Estado da Cidade do Vaticano de um selo e de uma moeda de dois euros; editorial, com publicação em diversos idiomas de uma guia de São Paulo Extramuros, nova edição dos Feitos dos Apóstolos e das Epístolas de São Paulo, ativação do site www.annopaolino.org
O cardeal informou ainda que a capela destinada ao batistério, na basílica e claustro de São Paulo Extramuros, se transformará na Capela Ecumênica, mantendo “a característica do batistério com pia batismal, porém destinada a oferecer aos irmãos cristãos que solicitarem, um lugar especial de oração, tanto para rezar em grupo como para orar unidos aos católicos, sem celebração de sacramentos”.
Fonte: CNBB

HINO DO ANO PAULINO UNE MUNDO A ROMA

Letra e música: o Hino do Ano Paulino


– Convocado por Bento XVI a partir de 29 de junho, pelo segundo milênio do nascimento do Apóstolo – está disponível on-line para internautas de todo o mundo, sem custo algum.O arcipreste da basílica papal de São Paulo Fora dos Muros – «epicentro» do próximo acontecimento da Igreja universal –, o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemlo, mencionou, ao apresentar numerosas iniciativas, a composição «Se siete risorti con Cristo» («Se fostes ressuscitados com Cristo») como expressão musical do ano em torno do Apóstolo.A letra do hino se refere às cartas de Paulo aos Romanos e aos Colossenses; fácil de entoar a uma ou três vozes, a melodia pode ser acompanhada por diversos instrumentos.

Deve-se a «um monge da abadia de São Paulo Fora dos Muros, inspirada pela vida de oração e de atividade pastoral a poucos metros do túmulo do Apóstolo dos povos», apontou o purpurado.
A partitura, datada de 3 de janeiro passado, leva a assinatura do Pe. Johannes Paul Abrahamowicz O.S.B., prior da citada abadia.

O «Hino Paulino» (letra e música), a «Ladainha», e a «Representação Sacra Musical pelo Ano Paulino» podem ser baixadas desde o site:http://www.abbaziasanpaolo.net/inno.htm«Esta música não tem fins comerciais. E mais: todos os cantos são gratuitos, podem ser baixados gratuitamente», explica o Pe. Abrahamowicz à Zenit.«Não sou músico – comenta –, mas desde pequeno sempre fui muito sensível à música, e quando ouvia uma oração ou tinha um pensamento religioso ou aprofundava muito em um texto da Escritura, havia como um eco dentro de mim, que depois, chegado a um ponto, comecei a escrever.»
É a origem destas partituras paulinas. «São mais reflexões musicais; não as considero obras minhas ou composições em sentido estrito», aponta.

Para o Pe. Abrahamowicz, é fácil distinguir o traço que mais lhe impacta do Apóstolo Paulo, segundo reconhece à Zenit. O «hino paulino é uma parte de uma obra musical que escrevi, ‘O Filho de Deus’, e aí está contido aquilo que mais me impressiona: o fato de que Saulo cai por terra, e tem em suas mãos praticamente a autorização de matar cristãos; aparece Jesus Cristo Ressuscitado e constata que aqueles que estão ao seu redor não entenderam o que está acontecendo».

«Dizem: ‘Este se comporta como se estivesse cego’, [Paulo] não sabe sequer nesse momento se recuperará a vista – prossegue o prior beneditino; expressa, praticamente: ‘Estou cego, e estarei assim pelo resto da minha vida; mas a última coisa que meus olhos viram me permitiu ver mais além’.»

«Ele percebe – acrescenta –que esta autorização que tem para matar cristãos se converte em sua própria condenação de morte, assim que tem um momento de crise em que oscila entre a fuga ou ficar sozinho, mas decide: ‘Crerei neste Jesus Cristo, a quem vi; e proclamarei Jesus Cristo; agora os outros tentarão me matar, precisamente porque tenho também esta licença segundo a qual quem crê em Jesus Cristo deve ser conduzido à morte’.»

«Este é um momento que me fascina muito – afirma o Pe. Abrahamowicz. Assim, em todo o musical está presente essa passagem em que Paulo se levantará e dirá: ‘Mata-me’; ‘a última coisa que meus olhos viram será a primeira coisa que proclamarei em um mundo novo: Jesus é o Filho de Deus’. E depois começa a pregar o Filho de Deus, e esta pregação é precisamente o hino Paulino.»

Fonte: Zenit
*******************************************
Informação adicional no site da Abadia de São Paulo Fora dos Muros: file://%22http:/www.abbaziasanpaolo.net/%22, e na do Ano Paulino: file://%22http:/www.annopaolino.org/%22.