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SÃO PAULO, O EVANGELIZADOR POR EXCELÊNCIA

AUDIÊNCIA GERAL: SÃO PAULO, O EVANGELIZADOR POR EXCELÊNCIA

Cidade do Vaticano, 10 set (RV)
– Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com fiéis e peregrinos, de várias partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral de quarta-feira.Na sua catequese de hoje, o Pontífice continuou suas reflexões sobre a figura do Apóstolo Paulo, cujo bimilenário de nascimento celebramos este ano. De fato, São Paulo é denominado o Apóstolo por excelência: um título que ele mesmo deu a si próprio, como podemos encontrar em suas Cartas.Desta forma, o conceito de apostolado, adotado por São Paulo, vai além do grupo dos Doze. O encontro com Cristo é determinante para se tornar Apóstolo. O apostolado é um dom, não uma presunção. Depois, o apóstolo é um enviado, o portador de uma mensagem. Eis porque São Paulo se define como “Apóstolo de Jesus Cristo”.Anunciar o Evangelho, portanto, frisou o Papa, se concretizou para Paulo de Tarso com a fundação de Igrejas. O apostolado não é um privilégio, mas uma tarefa que compromete toda uma existência.Aqui, o Pontífice ressaltou que existe uma espécie de identificação entre o Evangelho e o evangelizador. Ambos têm o mesmo destino: a força dos fatos revela a identidade do apóstolo, como aconteceu com o Apóstolo dos Gentios.Bento XVI concluiu sua catequese semanal afirmando que São Paulo dedicou toda a sua energia à missão apostólica, cumprindo seu ministério com fidelidade e alegria. Que este seu exemplo, exortou o Papa, sirva sempre de proveito e de estímulo para todos os cristãos.Após a sua catequese semanal, o Papa cumprimentou os presentes em dez línguas. Eis a sua saudação que fez em nossa língua, acompanhada de sua Bênção Apostólica:Caros amigos, saúdo cordialmente a quantos me escutam de língua portuguesa, em particular os portugueses da Paróquia de Matosinhos, e os brasileiros do Rio Grande do Sul e de Mauá em São Paulo. Sede bem-vindos! E que leveis desta visita a Roma a certeza que é apelo: Jesus Cristo morreu por nós, para a nossa salvação! Que vos iluminem os testemunhos de São Pedro e São Paulo e vos assista a graça de Deus, que imploro para vós e vossas famílias, com a Bênção Apostólica.Antes de se despedir dos fiéis presentes na Sala Paulo VI, o Pontífice recordou que, depois de amanhã, vai fazer a sua Viagem Apostólica à França, por ocasião dos 150 anos das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes.Depois da Audiência Geral, Bento XVI deixou o Vaticano, de helicóptero, e regressou à Residência Apostólica de Castel Gandolfo, onde permanecerá até o final deste mês de setembro.Na parte da tarde de hoje, o Santo Padre vai receber ainda em audiência particular, o Cardeal William Joseph Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, Secretário do mesmo organismo Vaticano. (MT)
Fonte: RV

BENTO XVI INICIA CICLO DE CATEQUESES

AUDIÊNCIA GERAL: BENTO XVI INICIA CICLO DE CATEQUESES DEDICADAS A SÃO PAULO.

Cidade do Vaticano, 02 jul (RV) - À distância de poucos dias do início do Ano Paulino, Bento XVI iniciou esta manhã um novo ciclo de catequeses dedicadas ao Apóstolo dos Gentios. De fato, na audiência geral realizada na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Santo Padre ofereceu aos presentes uma reflexão sobre o ambiente no qual viveu e atuou São Paulo, reiterando a atualidade dessa figura “quase inimitável”.
Uma figura, acrescentou, da qual os cristãos do nosso tempo ainda têm muito a aprender.
A audiência geral desta manhã foi a última antes de um período de repouso de verão europeu, que será interrompido por ocasião do Dia Mundial da Juventude de Sydney.
E no final desta tarde, às 18h locais, o pontífice deixou a residência apostólica vaticana transferindo-se de helicóptero para a residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo.
Mas voltemos à catequese desta manhã.
É justo reservar um lugar particular a São Paulo, não somente na veneração, “mas também no esforço de compreender aquilo que tem a dizer também a nós, cristãos de hoje”: foi a exortação dirigida por Bento XVI aos fiéis em sua primeira catequese dedicada ao Apóstolo dos Gentios: “O apóstolo Paulo, figura excelsa e quase inimitável, mas sempre estimuladora, está diante de nós como exemplo de total dedicação ao Senhor e à sua Igreja, bem como de grande abertura à humanidade e às suas culturas.”
Por outro lado, observou, “não é possível compreender adequadamente São Paulo sem colocá-lo no contexto tanto judaico quanto pagão de seu tempo”. Por isso, o pontífice quis iniciar esse ciclo de catequeses sobre São Paulo detendo-se justamente sobre o ambiente no qual o Apóstolo viveu e atuou.
Um contexto sociocultural de dois mil anos atrás, ressaltou o papa, que sob vários aspectos não difere do de hoje. Em tal âmbito, disse, um fator primário a ser considerado é a relação entre o ambiente no qual Paulo nasceu e o contexto no qual sucessivamente se inseriu.São Paulo, recordou o pontífice, vem de uma cultura bem precisa, a cultura do povo de Israel.
Os judeus, explicou, representavam então cerca de 10% da população total do império romano: “Seus credos e o seu estilo de vida, como se dá ainda hoje, os distinguiam nitidamente do ambiente circunstante; e isso podia ter dois resultados: ou a zombaria, que podia levar à intolerância, ou a admiração, que se expressava em várias formas de simpatia como no caso dos temerosos de Deus ou dos prosélitos.
”Havia quem, como Cícero, desprezava os judeus, e quem, ao invés, como Júlio César, lhes havia reconhecido direitos particulares.
Portanto, também Paulo é objeto de uma “dupla, contrastante avaliação”. Todavia, ressaltou, o particularismo da religião judaica encontrava tranqüilamente lugar dentro do império romano: “Será mais difícil e sofrida a posição do grupo daqueles, judeus e gentios, que aderiram com fé à pessoa de Jesus de Nazaré, na medida em que eles se distinguiam tanto do judaísmo quanto do paganismo imperante.”
Em todo caso, acrescentou, o empenho de Paulo foi favorecido por dois fatores: a cultura grega, ou melhor, helenista, e a estrutura político-administrativa do império romano que garantia paz e estabilidade da Britânia ao Egito.
A visão universalista típica da personalidade de São Paulo, prosseguiu, “deve certamente o seu impulso de base à fé em Jesus Cristo, na medida em que a figura do Ressuscitado se coloca acima de toda e qualquer limitação particularista”.
Todavia, observou Bento XVI, também a situação cultural e ambiental de seu tempo não pode deixar de ter tido uma influência em suas escolhas: “Há quem tenha definido Paulo como ‘homem de três culturas’, considerando a sua matriz judaica, a sua língua grega, e a sua prerrogativa de ‘civis romanus’ (cidadão romano, ndr), como atesta também o nome de origem latina.”Deve-se fazer uma menção particular à filosofia estóica que influenciou, embora de modo marginal, também o cristianismo, disse o papa. E citou alguns filósofos como Zenon e Sêneca nos quais se encontram “valores altíssimos de humanidade e sabedoria” acolhidos pelo cristianismo: “Basta pensar, por exemplo, na doutrina do universo entendido como um único grande corpo harmonioso, e conseqüentemente na doutrina da igualdade entre todos os homens sem distinções sociais, na equiparação ao menos em princípio entre o homem e a mulher, e depois no ideal da moderação, da justa medida e do domínio de si para evitar todo excesso.”
No momento das saudações em várias línguas, que se dá após a catequese da audiência geral, o pontífice encorajou os jovens a serem “pedras vivas” da Igreja vivendo o Evangelho com generosidade e responsabilidade.
Saudando os presentes de língua portuguesa, eis o que disse o Santo Padre: “Amados peregrinos vindos do Brasil e todos os presentes de língua portuguesa, de coração vos saúdo com votos de que esta vossa paragem junto do túmulo dos Príncipes dos Apóstolos, Pedro e Paulo, revigore os laços cristãos que fazem de todos nós a mesma e única Igreja espalhada até aos confins do mundo.
Que o amor de Deus reine nos vossos corações… e a terra será nova. As maiores felicidades para cada um de vós e vossos queridos, com a Bênção que vos dou em nome do Senhor.”
Fonte: RV

NA AUDIÊNCIA GERAL BENTO XVI FALA SOBRE SÃO PAULO

BENTO XVI ENCONTRA-SE COM OS FIÉIS NA AUDIÊNCIA GERAL E FALA SOBRE SÃO PAULO.
Cidade do Vaticano, 02 jul (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se nesta manhã com os fiéis e peregrinos reunidos na Sala Paulo VI para a habitual audiência geral das quartas-feiras.
O Santo Padre iniciou um ciclo de catequeses dedicadas ao Apóstolo Paulo, buscando compreender a atualidade de sua mensagem.
Hoje – disse o Santo Padre – nos referimos ao ambiente sócio-cultural daquela época, que tem muitas semelhanças com a nossa.
“Paulo provém de uma cultura concreta, a do povo de Israel e sua tradição, que se distinguia nitidamente do ambiente circunstante. Por sua vez, - disse o Papa - a difusão da cultura helenística e a estrutura político-administrativa do Império Romano, que representavam um tecido cultural de base comum, favoreceram em grande parte a sua atividade”.
Ainda que a visão universal própria de São Paulo se deva sobretudo à sua fé em Cristo, o contexto cultural de seu tempo, no qual se destaca a filosofia estóica, com seus altos valores de humanidade e de sabedoria, teve também nele um grande influxo.
Apesar da religião tradicional estar em crise, especialmente em seus aspectos mitológicos e cívicos, buscava-se uma verdade mais autêntica sobre Deus.
Assim, a pregação paulina, com toda a profunda originalidade da mensagem cristã, se sintoniza com a sensibilidade religiosa e o lado cultural de seu tempo.
Na conclusão do encontro o Santo Padre dirigiu a sua saudação aos fiéis e peregrinos presentes na Sala Paulo VI em várias línguas, entre as quais o português:“Amados peregrinos vindos do Brasil e todos os presentes de língua portuguesa, de coração vos saúdo com votos de que esta vossa paragem junto do túmulo dos Príncipes dos Apóstolos, Pedro e Paulo, revigore os laços cristãos que fazem de todos nós a mesma e única Igreja espalhada até aos confins do mundo.
Que o amor de Deus reine nos vossos corações… e a terra será nova. As maiores felicidades para cada um de vós e vossos queridos, com a Bênção que vos dou em nome do Senhor”. (SP)
Fonte: RV

HINO DO ANO PAULINO UNE MUNDO A ROMA

Letra e música: o Hino do Ano Paulino


– Convocado por Bento XVI a partir de 29 de junho, pelo segundo milênio do nascimento do Apóstolo – está disponível on-line para internautas de todo o mundo, sem custo algum.O arcipreste da basílica papal de São Paulo Fora dos Muros – «epicentro» do próximo acontecimento da Igreja universal –, o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemlo, mencionou, ao apresentar numerosas iniciativas, a composição «Se siete risorti con Cristo» («Se fostes ressuscitados com Cristo») como expressão musical do ano em torno do Apóstolo.A letra do hino se refere às cartas de Paulo aos Romanos e aos Colossenses; fácil de entoar a uma ou três vozes, a melodia pode ser acompanhada por diversos instrumentos.

Deve-se a «um monge da abadia de São Paulo Fora dos Muros, inspirada pela vida de oração e de atividade pastoral a poucos metros do túmulo do Apóstolo dos povos», apontou o purpurado.
A partitura, datada de 3 de janeiro passado, leva a assinatura do Pe. Johannes Paul Abrahamowicz O.S.B., prior da citada abadia.

O «Hino Paulino» (letra e música), a «Ladainha», e a «Representação Sacra Musical pelo Ano Paulino» podem ser baixadas desde o site:http://www.abbaziasanpaolo.net/inno.htm«Esta música não tem fins comerciais. E mais: todos os cantos são gratuitos, podem ser baixados gratuitamente», explica o Pe. Abrahamowicz à Zenit.«Não sou músico – comenta –, mas desde pequeno sempre fui muito sensível à música, e quando ouvia uma oração ou tinha um pensamento religioso ou aprofundava muito em um texto da Escritura, havia como um eco dentro de mim, que depois, chegado a um ponto, comecei a escrever.»
É a origem destas partituras paulinas. «São mais reflexões musicais; não as considero obras minhas ou composições em sentido estrito», aponta.

Para o Pe. Abrahamowicz, é fácil distinguir o traço que mais lhe impacta do Apóstolo Paulo, segundo reconhece à Zenit. O «hino paulino é uma parte de uma obra musical que escrevi, ‘O Filho de Deus’, e aí está contido aquilo que mais me impressiona: o fato de que Saulo cai por terra, e tem em suas mãos praticamente a autorização de matar cristãos; aparece Jesus Cristo Ressuscitado e constata que aqueles que estão ao seu redor não entenderam o que está acontecendo».

«Dizem: ‘Este se comporta como se estivesse cego’, [Paulo] não sabe sequer nesse momento se recuperará a vista – prossegue o prior beneditino; expressa, praticamente: ‘Estou cego, e estarei assim pelo resto da minha vida; mas a última coisa que meus olhos viram me permitiu ver mais além’.»

«Ele percebe – acrescenta –que esta autorização que tem para matar cristãos se converte em sua própria condenação de morte, assim que tem um momento de crise em que oscila entre a fuga ou ficar sozinho, mas decide: ‘Crerei neste Jesus Cristo, a quem vi; e proclamarei Jesus Cristo; agora os outros tentarão me matar, precisamente porque tenho também esta licença segundo a qual quem crê em Jesus Cristo deve ser conduzido à morte’.»

«Este é um momento que me fascina muito – afirma o Pe. Abrahamowicz. Assim, em todo o musical está presente essa passagem em que Paulo se levantará e dirá: ‘Mata-me’; ‘a última coisa que meus olhos viram será a primeira coisa que proclamarei em um mundo novo: Jesus é o Filho de Deus’. E depois começa a pregar o Filho de Deus, e esta pregação é precisamente o hino Paulino.»

Fonte: Zenit
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Informação adicional no site da Abadia de São Paulo Fora dos Muros: file://%22http:/www.abbaziasanpaolo.net/%22, e na do Ano Paulino: file://%22http:/www.annopaolino.org/%22.